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"Prossigamos até a perfeição" Hb 6:1

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O tempo da Salvação

Na eternidade não há salvação, se HOUVESSE, os anjos caídos seriam salvos. Na eternidade Deus não salvou e nem salvará, pois a salvação de Deus é revelada para o tempo que se chama hoje. Os perdidos que morrerem seguem para o juízo de suas obras, pois já estão debaixo de condenação eterna. Mas, para aqueles que morrerem com Cristo (quando crêem), ressurgem uma nova criatura, onde o propósito de Deus cumpre-se e seguem para a eternidade participante da vida em Deus.

"Porque diz: Ouvi-te em tempo aceitável E socorri-te no dia da salvação; Eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação"
( 2Co 6:2 )

 

O Propósito Eterno de Deus

Qual o propósito eterno de Deus? O propósito eterno de Deus é a salvação do homem?

Os erros doutrinários que surgiram ao longo dos séculos acerca de como ocorre a salvação em Cristo é porque não conseguiram identificar qual é o propósito eterno de Deus. Não consideraram que a promessa de salvação não é eterna, uma vez que a porta de salvação, que hoje está aberta, um dia se fechará.

O propósito de Deus em Cristo sim, este é eterno, pois começou na eternidade e se perpetuará na eternidade. Embora a salvação conceda vida eterna para os que por ela são alcançados, na eternidade não haverá salvação.

Paulo apresentou o propósito eterno de Deus aos cristãos em Éfeso: “E desvendou-nos o mistério da sua vontade, segundo o seu beneplácito que propusera em Cristo, de fazer convergir em Cristo todas as coisas, na plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra” ( Ef 1:9 -10).

Deus tornou conhecida a sua vontade (desvendou o mistério oculto) que propusera e consentiu (beneplácito), de fazer convergir em Cristo todas as coisas, tanto as que estão nos céus quanto as que estão na terra, para que (objetivo) em tudo Ele seja proeminente (superior, sublime, preeminente).

Como Deus 'desvendou o mistério da sua vontade', é sem razão de ser o argumento de que o homem não compreende as questões acerca da salvação por ter um mente finita. Como Deus desvendou o mistério da sua vontade é porque o homem é plenamente capaz de compreender os seus propósitos.

O propósito eterno de Deus é específico: a preeminência de Cristo sobre todas as coisas “Ele é a cabeça do corpo, a igreja; é o princípio, o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência” ( Cl 1:18 ); “E foi assim para que agora, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades nas regiões celestiais, segundo o eterno propósito que fez em Cristo Jesus nosso Senhor” ( Ef 3:10 -11).

O propósito eterno é segundo a soberania de Deus, e jamais poderá ser revogado ou invalidado por criatura alguma, pois seu propósito não tem como base o homem ou algo que é passageiro. É por isso que ouvimos ecoar: "Porque todas quantas promessas há de Deus, são nele sim, e por ele o Amém, para glória de Deus por nós" ( 2Co 1:20 ).

Ora, de todas as promessas estabelecidas por Deus, todas cumprem-se em Cristo, e por Ele são plenamente confirmadas para a glória de Deus que se revela naqueles que são salvos.

Confundir o propósito de Deus, que é eterno, com a salvação em Cristo, que é temporal, fez surgir muitos erros doutrinários, pois a salvação restringe-se ao tempo chamado ‘hoje’.

Deus salva o homem ‘hoje’, visto que um dia a porta da graça se fechará, e será conhecido (manifesto) o juízo de Deus que se deu em Adão. A salvação é para a eternidade, mas não há um propósito eterno em salvar indefinidamente, visto que Deus não salvará na eternidade.

Salvação é para o tempo que se chama ‘hoje’. O tempo estipulado para o socorro de Deus é o ‘agora’. Porém, o propósito eterno de Deus em Cristo é para a eternidade, pois a preeminência de Cristo sobre todas as coisas é algo pertinente a eternidade.

 

O Propósito Eterno e a Salvação

O propósito eterno que Deus estabeleceu antes dos tempos dos séculos é a preeminência de Cristo sobre todas as coisas. E no que consiste a preeminência de Cristo? A primogenitura de Cristo entre muitos irmãos “... a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” ( Rm 8:29 ).

Isto porque, além de Cristo assentar-se à destra da majestade nas alturas, com todas as coisas debaixo dos seus pés, Ele também foi constituído a cabeça da igreja, que é o seu corpo. Paulo demonstra que Cristo está ligado aos seus muitos irmãos, de forma que a plenitude dele enche tudo em todos ( Jo 1:16 ; Ef 1:21 -23).

Para levar a efeito o propósito eterno (segundo o conselho da sua vontade), que é a preeminência de Cristo sobre todas as coisas, foi estabelecida na eternidade a criação do homem segundo a imagem e semelhança de Deus.

Tudo teve início quando foi dito: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança” ( Gn 1:26 ). O homem foi criado perfeito (imagem e semelhança), com plena liberdade (De todas as árvores comerás livremente Gn 2:16 ), posto em um lugar perfeito ( Gn 2:15 ), com uma regra definida (dela não comeras) e com conhecimento essencial para exercer o seu livre-arbítrio (certamente morrerás).

O homem deixou de confiar na palavra de Deus e confiou nos seus sentidos.

Eva viu que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e desejável para dar entendimento (concupiscência), desobedeceu a Deus e comeu do fruto da árvore, e deu a Adão, esquecendo-se que foram alertados que não comessem ( Gn 3:6 ).

O homem pecou e foi destituído da vida que há em Deus. Ele passou a estar (separado de) morto diante de Deus. Deixou de ser participante da vida que há e provem de Deus, estabelecendo a inimizade entre Deus e os homens.

Porém, a queda de Adão não foi um obstáculo ao propósito eterno, pois segundo a sua providência, o Cordeiro de Deus foi morto antes da fundação do mundo em resgate da humanidade ( 1Pe 1:9 -20).

Todos que obedecem à verdade, ou seja, que crêem na mensagem do evangelho, não segundo as suas obras de justiça, mas segundo o próprio propósito e graça que há em Deus, são de novo gerados homens espirituais, para uma viva esperança ( 1Pe 1:3 e 23).

A salvação em Cristo é anunciada a todos os homens perdidos em Adão, e todos que aceitam maravilhosa salvação são regenerados (criados novamente), segundo Deus em verdadeira justiça e santidade.

O propósito eterno não foi estabelecido nos homens carnais e terreno, mas, tal propósito é estabelecido nos homens espirituais e que pertencem aos céus ( 1Co 15:45 -49).

O novo homem foi criado em paz com Deus, a imagem e semelhança daquele que de novo os gerou segundo a palavra da verdade, que é semente incorruptível “Qual o terreno, tais também os terrenos; e qual o celestial, tais também os celestiais. E, assim como trouxemos a imagem do terreno, assim traremos também a imagem do celestial” ( 1Co 15:48 -49).

Deus salvou os homens segundo a sua maravilhosa virtude (misericórdia) e graça "Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz" ( 1Pe 2:9 ). Ele salvou e pós nos cristãos a palavra da reconciliação. Salvar não foi o bastante, pois segundo o propósito eterno (que é a preeminência de Cristo), Ele escolheu (elegeu) os salvos, e não os incrédulos, segundo a sua maravilhosa graça para serem irrepreensíveis e santos diante dele.

Deus salvou os homens segundo a sua maravilhosa graça e segundo o seu eterno propósito (a preeminência de Cristo), e, então, os recebeu por filhos, segundo o que havia predeterminado de ante mão. Todos que crerem em Cristo, são salvos e recebem a filiação divina, para que Cristo seja o primogênito entre muitos irmão. Ou seja, se alguém não desejar ser filho de Deus, deve rejeitar o evangelho da graça, visto que, todos os que são salvos em Cristo não terão outro destino: são filhos de Deus segundo o Seu eterno propósito: a preeminência de Cristo como a cabeça da igreja.

Ora, a eleição e a predestinação são segundo o propósito eterno de Deus de fazer convergir em Cristo todas as coisas. Diferente é a salvação, que é segundo a sua misericórdia, graça e amor. Em amor, graça e misericórdia Deus resgata todos os homens da condição de sujeição ao pecado, e, segundo o seu propósito eterno, estes homens são constituídos filhos de Deus, para que Cristo seja primogênito entre muitos irmãos. 

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