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"Prossigamos até a perfeição" Hb 6:1

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O que vem primeiro: a fé ou o arrependimento?

O dom de Deus foi manifesto e anunciado a todos os homens e é esta mensagem (fé) que concede poder a todos que nela confiam ( Jo 1:12 ). A palavra é viva e eficaz! Ela não volta vazia! Faz tudo que lhe apraz! Ou seja, o homem só passa a ‘ouvir’ quando dá credito a fé que lhe foi anunciado. É por isso que o ‘ouvir’ vem pela palavra de Deus, pois só dá credito (ouvem) a palavra de Deus aqueles que são de Deus " Quem é de Deus escuta as palavras de Deus; por isso vós não as escutais, porque não sois de Deus" ( Jo 8:47 ).

O que vem primeiro: a fé ou o arrependimento? A resposta a esta pergunta não afeta a doutrina do arrependimento e nem a verdade sobre a fé, porém, é imperioso afirmar que a ‘fé’ vem primeiro que o arrependimento e, após o arrependimento tem-se novamente a ‘fé’, pois o apóstolo Paulo deixa claro que a justiça de Deus é de ‘fé’ em ‘fé’ ( Rm 1:17 ).

A concepção de que não há anterioridade entre fé e arrependimento é errônea e decorre da não compreensão do que é ‘fé’.

Se o interprete se socorrer somente de um dicionário para abstrair o conceito de fé existente nas Escrituras, jamais fará uma boa leitura da bíblia. Embora muitos afirmem que ‘fé’, do Latim ‘fides’ (fidelidade) e do grego ‘pistia’ significa firme opinião de que algo é verdade, sem a necessidade de qualquer tipo de prova ou critério objetivo de verificação, apoiado em uma absoluta confiança que se deposita em uma ideia, tal definição não reflete a verdade bíblica.

Portanto, se o leitor da bíblia verificar que Cristo é a fé que havia de se manifestar ( Gl 3:23 ), e que Ele é preexistente ( Cl 1:17 ), temos que a ‘fé’ é a mesma ontem, hoje e será (é) eternamente, o que não podemos dizer do arrependimento ( Hb 13:8 ).

Na sua grande maioria os interpretes das Escrituras não se dão conta que a palavra ‘fé’ quando empregada nas escrituras (em muitos dos casos) é uma figura de linguagem denominada ‘metonímia’ ou ‘transnominação’, que consiste no emprego de um termo por outro, dada a relação de semelhança ou a possibilidade de associação entre eles.

Quando Judas diz que o cristão deve batalhar pela ‘fé’ que uma vez foi dada aos santos, o termo ‘fé’ substituiu a ideia pertinente ao termo ‘evangelho’, dada a possibilidade de associação entre os termos, tendo em vista que o evangelho é a causa da crença (fé), e a fé (crença) consequência do evangelho ( Jd 1:3 ).

De modo similar, Cristo é a ‘fé’ que havia de se manifestar, visto que Cristo é o tema central da mensagem do evangelho e, concomitantemente, o autor e consumador da ‘fé’ (evangelho), ou seja, o recurso de estilo acaba substituindo a obra (fé) pelo autor (Cristo).

A ‘obediência da fé’ que consta em Romanos 1, verso 5 é um modo utilizado pelo apóstolo Paulo substituir o termo ‘evangelho’ pelo termo ‘fé’, ou seja, substitui-se a causa pelo efeito.

No verso 8 do mesmo capítulo, o apóstolo Paulo dá graças a Deus porque em todo o mundo é ‘anunciado o evangelho’, porém, ele substitui o termo ‘evangelho’ pelo termo ‘fé’, ou seja, em todo o mundo é anunciado a vossa fé ( Rm 1:8 ).

Estabelecendo a relação entre ‘fé’ e ‘mensagem do evangelho’, e ‘evangelho’ igual a ‘Cristo’, temos que Cristo é a palavra encarnada e, como o Verbo encarnado é pré-existente, temos que a ‘fé mutua’ (evangelho) é anterior ao arrependimento.

Porém, como a mensagem do evangelho (a ‘fé’ que foi dada aos santos), produz naqueles que ouvem ‘confiança’, o que comumente também denomina-se ‘fé’, neste sentido o termo ‘fé’ assume o valor de descansar (confiar) na esperança proposta (evangelho), ou seja, é o mesmo que crer ( Rm 10 : Hb 11:6 ).

Mesmo o apóstolo Paulo deixando claro que a justiça de Deus é de fé (evangelho) em fé (crer), poucos fazem distinção entre causa e efeito, ou entre o que é eterno (evangelho, Verbo que se fez carne) e o que um dia será tirado (fé como crer, acreditar, descansar, esperança) ( 1Co 13:13 ).

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