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"Prossigamos até a perfeição" Hb 6:1

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Eleição e predestinação na 'pré-ciência'?

Quando se lê: “A este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, prendestes, crucificastes e matastes pelas mãos de injustos” ( At 2:23 ), o 'determinado conselho' refere-se às Escrituras que de ante mão (presciência) demonstrava que Deus entregaria o seu próprio Filho à morte, e morte de cruz, por mãos de malfeitores.

 

"Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: Graça e paz vos sejam multiplicadas" ( 1Pe 1:2 )

No afã de justificar uma concepção doutrinária acerca da eleição e predestinação, alguns estudiosos redefiniram o significado do termo ‘pré-conhecimento’ para ‘presciência’ ou ‘pré-ordenação’. Isto seria mesmo necessário? Para justificar um posicionamento doutrinário é correto redefinir termos básicos como graça, perdição, presciência, etc.?

A seguinte passagem bíblica: “... pelo determinado conselho e presciência de Deus..." ( At 2:33 ), é muito utilizada para demonstrar a concepção doutrinária de que algumas pessoas em particular foram ‘escolhidas’ e ‘predestinadas’ para serem salvas, e outras não. O ‘determinado conselho’ é o mesmo que ‘presciência’? O que é presciência? Presciência é o mesmo que ‘pré-ordenar’?

 

Conselho

“A este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, prendestes, crucificastes e matastes pelas mãos de injustos” ( At 2:23 )

O apóstolo Pedro demonstra aos seus leitores que Jesus foi entregue aos homens em função do conselho de Deus. Que conselho é este que Deus estabeleceu (determinado)?

Segundo o conselho de Deus Cristo foi entregue, ou seja, Cristo não foi conquistado, antes se entregou em obediência ao conselho da vontade de Deus "... daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade" ( Ef 1:11 ; Jo 10:17 ).

Este conselho foi estabelecido na eternidade e é imutável, pois está atrelado ao seu propósito estabelecido em Cristo conforme o exarado em sua palavra. O conselho de Deus decorre da sua vontade, do seu desígnio, e foi exarado nas Escrituras muito antes de ocorrer "Que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho será firme, e farei toda a minha vontade" ( Is 46:10 ); "Assim será a minha palavra, que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei" ( Is 55:11; Hb 6:17 ).

O conselho segundo a vontade de Deus é fazer Cristo preeminente, estabelecendo-O como o primogênito entre muitos irmãos e o mais elevado dentre os reis da terra. Esta vontade foi levada a cabo quando o Cristo foi introduzido no mundo, foi obediente ao Pai até a morte, e morte de cruz, e ressurgiu dentre os mortos. Este é um desígnio soberano, firme e imutável, assim como a palavra de Deus é firme, imutável e faz tudo o que é aprazível.

Deus fará que o Filho tenha preeminência em tudo. Para consumar o seu propósito, Deus criou o homem, e, ao desobedecer a ordem divina, o homem ficou impróprio para o seu propósito.

Mas, graciosamente, Deus providenciou salvação a todos os homens e deseja que todos se salvem e, todos que aceitam a salvação em Cristo, concomitantemente, passam a fazer parte do propósito de tornar o Filho primogênito entre muitos irmãos. Este ‘querer’ de Deus (diferente do conselho da sua vontade) não é uma imposição, antes expressa um desejo "Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade" ( 1Tm 2:4 ).

O ‘conselho’ de Deus é fruto do conhecimento, da sabedoria, da vontade, da prudência, e faz o que é aprazível, perfeito diante dele ( Pv 3:19 -20).

Em função da sua vontade Deus criou o mundo através da palavra do seu poder ( Ap 4:11 ) e, antes de criar o homem à sua imagem e semelhança, Ele expressou a sua vontade conforme lemos em seu Conselho: “Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” ( Gn 1:26 ).

A vontade perfeita de Deus está registrada em seu Conselho, a sua perfeita vontade é expressa na sua palavra: "Porquanto se rebelaram contra as palavras de Deus, e desprezaram o conselho do Altíssimo" ( Sl 107:11 ).

O desígnio de Deus decorre do conselho da sua vontade, porém, em nada fere a vontade livre dos homens. A essência de Deus é liberdade, equidade, justiça, imutabilidade, etc., e na execução desta vontade, jamais Deus poderia conspurcar a vontade livre de suas criaturas.

Deus não faz acepção de pessoas, de modo a dar livre vontade para alguns sem concedê-la a outros. Por ser justo e equânime, ao oferecer salvação a todos os homens, sem exceção todos devem fazer exercício da sua livre vontade, aceitando ou rejeitando o dom de Deus em Cristo.

Para os homens serem remidos da ofensa, segundo a sua boa vontade, Deus utilizou-se da sua multiforme sabedoria e prudência ( Ef 1:8 ).

Quando se lê: “A este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, prendestes, crucificastes e matastes pelas mãos de injustos” ( At 2:23 ), o 'determinado conselho' refere-se às Escrituras que de ante mão (presciência) demonstrava que Deus entregaria o seu próprio Filho à morte, e morte de cruz, por mãos de malfeitores.

Os atos de Deus decorrem da sua vontade, vontade esta que está registrada em seu Conselho e é imutável, que por sua vez, leva a termo o seu propósito. Tudo o que Deus faz é segundo o seu conselho; é segundo o que lhe apraz; é segundo a sua palavra, que é Cristo, o Verbo encarnado ( At 4:28 ; At 20:27 ; Hb 6:17 ).

 

Obs.: beneplácito s. m.- 1. Consentimento; 2. Aprovação; 3. Aprazimento, e 4. Licença.

 

O Propósito Eterno

Mas, por que Deus criou o homem? Porque na eternidade Deus propôs segundo a sua vontade estabelecer a sua palavra acima de todo o Seu nome e, para tanto, a Sua palavra teria que ter preeminência em tudo "Inclinar-me-ei para o teu santo templo, e louvarei o teu nome pela tua benignidade, e pela tua verdade; pois engrandeceste a tua palavra acima de todo o teu nome" ( Sl 138:2 ).

Em outras palavras, Deus criou o homem para estabelecer a preeminência de Cristo em tudo e, ao levar a efeito o predito acerca do seu Filho, a fidelidade e imutabilidade da sua palavra é demonstrada ( Cl 1:18 ).

Quando estabeleceu a igreja, o corpo de Cristo, Deus desvendou o mistério da sua vontade, que é convergir em Cristo todas às coisas. Só através da igreja é possível os homens ver o beneplácito que Deus propôs em Cristo e, por intermédio da igreja os anjos conseguiram ver a multiforme sabedoria de Deus ( Ef 1:9 e 3:10 ).

Para levar a efeito o seu propósito: ‘Cristo preeminente em tudo’, Deus criou o homem.

Mesmo sabendo que Adão transgrediria e que a geração segundo a semente de Adão ficaria aquém do seu propósito (onisciência), Deus criou o homem.

Mesmo sabendo que todos os descendentes da carne de Adão tornar-se-iam imundos, incompatíveis para o propósito estabelecido, Deus levaria a efeito seu desígnio.

A queda da humanidade não foi um obstáculo ao desígnio de Deus, pois o seu propósito é imutável "O conselho do SENHOR permanece para sempre; os intentos do seu coração de geração em geração" ( Sl 33:11 ). Para estabelecer a sua palavra acima de todo o seu nome, Deus anunciou as boas novas do evangelho aos homens perdidos para trazer a existência uma nova geração de homens espirituais segundo a semente do último Adão, que é Cristo.

O propósito que consta no conselho de Deus é tornar seu Filho Unigênito, o Primogênito entre muitos irmãos. Através da mensagem do evangelho, todos os que creem são de novo gerados e recebem poder para serem feitos filhos de Deus e, a cada conversão, o número de irmãos de Cristo que são conduzidos à glória pelo Filho aumenta, de modo que entre seus semelhantes, os filhos de Deus, Cristo é preeminente.

Tiago escreveu dizendo que Deus gerou de novo os cristãos pela palavra da verdade, para que fossem como o melhor (primícias) das suas criaturas. Ora, os homens espirituais são superiores aos homens carnais e aos anjos. O apóstolo Paulo, por sua vez, deixa claro que, tal qual Cristo é, assim são os homens de novo gerados pela semente incorruptível: semelhantes a Ele "Segundo a sua vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como primícias das suas criaturas" ( Tg 1:18 ); “O primeiro homem, da terra, é terreno; o segundo homem, o Senhor, é do céu. Qual o terreno, tais são também os terrestres; e, qual o celestial, tais também os celestiais. E, assim como trouxemos a imagem do terreno, assim traremos também a imagem do celestial” ( 1Co 15:47 -49).

O apóstolo Paulo relata que Deus revelou o mistério acerca da sua vontade ao estabelecer a Igreja. E que mistério era este? Tornar Cristo preeminente em tudo, de modo que através da Igreja, Deus congrega em Cristo todas as coisas. Através das suas novas criaturas, que são primícias, semelhantes a Ele, Jesus é o primogênito de toda a criação: preeminente entre muitos irmãos! ( Cl 1:15 )

Para resgatar a humanidade que jazia em trevas sob a maldição do pecado de Adão, Cristo ofertou o seu corpo segundo a vontade de Deus ( Hb 10:10 ; Hb 10:9 ). Para torná-lo preeminente, o primogênito de toda a criação, Deus ressuscitou a Cristo dentre os mortos através do seu poder, momento em que Ele tornou-se primogênito dentre os mortos.

Antes de ser morto e ser sepultado, Cristo era semelhante em tudo aos homens, no entanto, após ressurgir dentre os mortos, Cristo conquistou a posição de semelhante ao Altíssimo ( Sl 17:15 ), e tornou-se a expressa imagem de Deus ( Hb 1:3 ), e todos que são sepultados à semelhança da sua morte ressurgem com Cristo uma nova criatura e, trazem a imagem do homem celestial, sendo semelhantes ao Altíssimo "E vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou" ( Cl 3:10 ).

O propósito eterno de Deus é único e foi estabelecido na pessoa de Cristo: a preeminência de Cristo em todas as coisas! "Segundo o eterno propósito que fez em Cristo Jesus nosso Senhor" ( Ef 3:11 e 1:9 ).

Diferente dos homens, Deus é perfeito, pois não depende de raciocínio, de intuição, de análise para chegar a uma conclusão. Deus simplesmente age segundo a sua boa vontade. Ele é todo poder, sabedoria, conhecimento, onipresente, onisciente, etc., o que não demanda da parte dele raciocínio, inquirir, concluir, etc. Ele faz todas as coisas segundo o conselho (beneplácito) da sua vontade.

O propósito eterno de Deus é algo que Ele, na eternidade, propôs realizar em si mesmo “Segundo o eterno propósito que fez em Cristo Jesus nosso Senhor” ( Ef 3:11 ). Tal propósito visou a sua própria glória e graça ( Ef 1:6 e 12).

A salvação refere-se ao tempo chamado ‘hoje’, e há um tempo estabelecido para  encerrar, mas, o propósito de Deus é eterno, visto que foi proposto em si mesmo e perdurará por toda eternidade.

Na eternidade Deus propôs convergir em Cristo todas as coisas “De tornar a congregar em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra” ( Ef 1:10 ), de modo que Ele fez o Verbo ressurreto herdar um nome que é acima de todos os nomes e que perdurará para sempre "Acima de todo o principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo o nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro" ( Ef 1:21 ; Fl 2:9 ; Sl 138:2 ; Hb 1:4 ).

Deus é conhecido pelo seu poder e grandeza, sendo nomeado grande, poderoso e o terrível Senhor dos exércitos "Pois o SENHOR vosso Deus é o Deus dos deuses, e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e terrível, que não faz acepção de pessoas, nem aceita recompensas" ( Dt 10:17 ); "Porque o SENHOR é Deus grande, e Rei grande sobre todos os deuses" ( Sl 95:3 ; Sl 138:2 ), porém, foi do seu agrado elevar a sua palavra acima de todo o seu nome.

O que isto significa? Significa que, Deus não quer ser reverenciado, tão somente, por seus atributos como onipotência, onisciência, onipresença. Deus propôs dar-se a conhecer às suas criaturas através da sua fidelidade, bondade, misericórdia, etc. Para sua palavra, que é fiel, assumir tal posição, Cristo foi encarnado na condição de unigênito do Pai segundo o anunciado pelos profetas ( Jo 1:1 e 12 ; Sl 138:2 ).

O propósito eterno de Deus visa a sua própria glória (para louvor e glória de sua graça), pois ao revelar aos homens, na plenitude dos tempos, o Verbo encarnado, fez com que a sua palavra tenha preeminência em tudo, visto que, Cristo foi constituído cabeça da igreja "Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens" ( Tt 2:11 ); "E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência" ( Cl 1:18 ).

O corpo de Cristo, que é a igreja, é formado por muitos filhos de Deus semelhantes Aquele que os criou "E vos vestistes do novo, que se renova para o conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou" ( Cl 3:10 ), sendo que, na hierarquia celestial, os membros do corpo de Cristo assumiram a mais alta posição, superior a dos anjos, o que os tornam primícias das criaturas de Deus "Segundo a sua vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como primícias das suas criaturas" ( 1Co 6:2 e 3; Tg 1:18 ).

Justamente por ser ‘as primícias’ das criaturas de Deus é que a igreja, geração dos filhos de Deus, serve ao propósito que foi estabelecido em Cristo, pois como cabeça daqueles que são gerados de novo, Ele é preeminente entre muitos irmãos, posição superior a todas as criaturas de Deus "E da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dentre os mortos e o príncipe dos reis da terra. Àquele que nos amou, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados" ( Ap 1:5 ).

É através de Cristo que o propósito de Deus se concretiza, sendo que através d’Ele, uma nova geração de homens espirituais inscritos nos céus forma uma assembleia universal de primogênitos "Segundo o eterno propósito que fez em Cristo Jesus nosso Senhor" ( Ef 3:11 ); "À universal assembleia e igreja dos primogênitos, que estão inscritos nos céus, e a Deus, o juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados" ( Hb 12:23 ).

E não somente isto, Deus propôs fazer também o seu Filho o mais elevado dos reis da terra, concedendo a Ele o trono de Davi e, por herança, todas as nações "Também o farei meu primogênito mais elevado do que os reis da terra" ( Sl 89:27 ; Sl 2:8 ; Is 52:13 -15).

Cristo é a cabeça da igreja e é na união de Cristo com o seu corpo que o propósito celestial é estabelecido. Cristo também é rei, o mais elevado da terra, pois assentará no trono de Davi, e n’Ele é estabelecido o propósito terreno conforme o prometido a Abraão.

É com base no que Deus propôs em Cristo, o Verbo de Deus encarnado, que a sua palavra é alçada acima de todos os nomes pelo qual Deus é nomeado "Inclinar-me-ei para o teu santo templo, e louvarei o teu nome pela tua benignidade, e pela tua verdade; pois engrandeceste a tua palavra acima de todo o teu nome" ( Sl 138:2 ).

Além de conhecido pelo seu poder, magnificência e soberania, é do agrado de Deus torna-se conhecido pela sua palavra, que é fiel, verdadeira, imutável, etc., o que O fez elevar a sua palavra acima de todo o seu nome, para que as suas criaturas o sirvam com temor e alegria "Servi ao SENHOR com temor, e alegrai-vos com tremor" ( Sl 2:11 ).

A palavra ‘temor’ neste salmo não é o mesmo que medo, antes ‘temor’ é o mesmo que a palavra de Deus e, ‘tremor’ é obediência, confiança na sua palavra "Ouvi a palavra do SENHOR, os que tremeis da sua palavra" ( Is 66:5 ; Sl 34:11 ; Sl 86:11 ).

A eleição e a predestinação refere-se ao propósito que Deus estabeleceu em Cristo, já a salvação decorre da misericórdia de Deus revelada em Cristo.

Em todos os tempos (dispensações), Deus, pela sua graça, salva os homens que se perderam em decorrência da ofensa de Adão, porém, somente os salvos na plenitude dos tempos, pela graça contida no evangelho, constituem a igreja, o corpo de Cristo, a geração eleita, predestinada para serem conforme a imagem de Cristo.

Somente os salvos na plenitude dos tempos, por intermédio da graça revelada no evangelho, são chamados para fazerem parte do propósito que Deus estabeleceu em Cristo. Deus salva por intermédio do poder contido na sua palavra (evangelho) e todos os salvos em Cristo, ou seja, na plenitude dos tempos (período compreendido entre a ressurreição de Cristo e o arrebatamento da igreja), foram eleitos antes dos tempos dos séculos para compor o corpo de Cristo e faz parte do propósito que Deus estabeleceu em Si mesmo "... antes participa das aflições do evangelho segundo o poder de Deus, que nos salvou, e chamou com uma santa vocação; não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos dos séculos" ( 2Tm 1:9 ; Rm 1:16 ). 

Primeiro Deus salva o homem por intermédio do poder contido na sua palavra, pois Deus estabeleceu antes dos tempos dos séculos que aqueles que cressem em Cristo, além de serem salvos da condenação que há no mundo, são chamados com uma santa vocação, segundo o seu eterno propósito: tornar Cristo preeminente.

 

Presciência

Soberanamente Deus levou a efeito o seu conselho que estabelecera em Cristo antes dos tempos imemoriais, de fazê-lo preeminente. A vontade de fazer Cristo preeminente é perfeita e boa e, não há quem possa se insurgir contra o propósito de Deus e sair vitorioso.

Para estabelecer o propósito eterno, Deus levou a efeito o seu conselho, não poupando o seu único Filho (gerado pelo Espírito Santo) e nem os judeus, que eram os ramos naturais ( Rm 8:32 e Rm 11:21 ), e entregou o seu Filho para ser crucificado e morto pela mão de homens injustos. Porém, tudo foi feito segundo a vontade de Deus conforme o predito nas Escrituras pelos profetas, ou seja, segundo o conselho e presciência “A este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, prendestes, crucificastes e matastes pelas mãos de injustos” ( At 2:23 ).

Por que pela ‘presciência’? Ora, desde a eternidade, ao estabelecer de antemão que faria Cristo o mais sublime entre os sublimes (propósito eterno), Deus sabia que a geração de Adão tornar-se-ia imunda, pois todos juntamente em um único evento (onisciência), a desobediência de Adão, se desviariam do propósito e da comunhão com Deus ( Sl 53:3 ; Sl 58:3 ).

Cristo foi entregue, morreu, ressurgiu segundo o conselho de Deus, ou seja, o conselho refere-se ao que Deus antecipou aos homens nas Escrituras e o propósito eterno é Cristo primogênito entre muitos irmãos. 

A ‘presciência’ de Deus refere-se ao ‘conhecimento’ de Deus anunciado previamente pelos seus profetas de que Cristo seria morto na plenitude dos tempos em função do beneplácito da vontade de Deus, pois Cristo é o Cordeiro de Deus morto deste a fundação do mundo, ou seja, a ‘presciência’ ou o ‘pré-conhecimento’ diz dos eventos que se sucederam com relação à vida e morte de Cristo em conformidade com as Escrituras "E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo" ( Ap 13:8 ).

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