Estudos Bíblicos

"Prossigamos até a perfeição" Hb 6:1

Você está aqui: HomeDoutrinas Fundamentais Pecado A maldade e a bondade dos homens maus - Ensaio sobre o Bem e o Mau

Patrocínio

A maldade e a bondade dos homens maus - Ensaio sobre o Bem e o Mau - Parte IV

 

O Bem e o Mal

O jugo do pecado é proveniente da desobediência de Adão, porém, além de ter sido destituído da glória de Deus, ou seja, tornar-se mau, o homem passou a ter conhecimento do bem e do mal, visto que o fruto da árvore proporcionou tal conhecimento “Ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás, pois no dia em que dela comeres, certamente morrerás” ( Gn 2:16 - 17).

A morte (destituição da glória de Deus, mau) foi a penalidade imposta à desobediência de Adão, porém, o homem adquiriu algo que antes não possuía ao tornar-se participante (comer) da árvore do conhecimento do bem e do mal. Sabemos que a desobediência de Adão sujeitou a humanidade ao jugo do pecado (mau), porém, além do mau (morte) estabelecido na ofensa, o homem comeu do fruto do conhecimento do bem e do mal.

Não podemos confundir a origem do mau com a origem do conhecimento do bem e do mal.

  • O conhecimento do bem e do mal foi proporcionado ao homem quando comeu do fruto da árvore, o que tornou o homem igual a Deus, conhecedor do bem e do mal ( Gn 3:22 );
  • O mau estabeleceu-se sobre o homem em decorrência da penalidade pela desobediência de Adão.

A desobediência de Adão sujeitou o homem a morte, ou seja, fez com que o homem fosse destituído da vida que há em Deus. O homem deixou de ser bom e passou a ser mau diante de Deus. Porém, além do mau que é pertinente a natureza do homem sem Deus, ele passou a ter conhecimento do bem e do mal, sendo como Deus.

De que modo o conhecimento do bem e do mal influenciou e continua a influenciar o homem?

É impossível ao homem por si só livrar-se do jugo do pecado, ou seja, da sua condição de mau. Sem a intervenção divina toda a humanidade estaria perdida pela eternidade, visto que, para ser salvo é preciso o homem nascer de novo, obra que só Deus pode realizar por meio da sua palavra.

Ou seja, o mau a quem o homem se sujeitou assumiu a condição de senhor. O homem é pecador, não porque comete pecado, antes é pecador porque é servo do pecado ( Jo 8: 34 ). A desobediência de Adão levou toda a humanidade a esta condição.

Podemos inferir das Escrituras que os efeitos dos frutos das duas árvores que Deus fez brotar da terra (árvore da vida e árvore do conhecimento do bem e do mal) e que estavam no meio do jardim do Éden eram permanentes, visto que, após a queda, foi vetado ao homem o acesso a árvore da vida ( Gn 2:9 e Gn 3:22 ), para que o homem não vivesse eternamente.

O homem foi feito conforme a imagem e semelhança Deus ( Gn 1:26 - 27), porém, após a queda (desobediência) o homem foi:

  • Destituído da glória de Deus, e;
  • Tornou-se conhecedor do bem e do mal, ou seja, como Deus ( Gn 3:22 ).

No que implica ser conhecedor do bem e do mal? Qual a diferença entre ser pecador (mau) e ter o conhecimento do ‘bem e do mal’ proveniente da árvore?

Para compreendermos faz-se necessário analisarmos todos os eventos antes, durante e após a queda de Adão.

  • A tentação estabeleceu a desconfiança – “Então a serpente disse a mulher: certamente não morrereis” ( Gn 3:4 ) – O pecado se estabeleceu sobre o homem por causa da falta de confiança. A falta de fé fez com que o homem deixasse de guiar-se pela palavra de Deus, passando a guiar-se pelos seus próprios instintos. Por não confiar em Deus o homem deixou de ser participante da vida que há em Deus;
  • Antes da queda a concupiscência já existia – “Vendo a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento...” ( Gn 3:6 ) – Há uma grande diferença entre desejar e o pecado, conforme aponta o apóstolo Tiago “Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte” ( Tg 1:14 - 15);
  • Após a queda – “Então disse o Senhor Deus: O homem agora se tornou como um de nós, conhecendo o bem e o mal...” ( Gn 3:22 ) – Além de ser destituído da glória de Deus (pecado), o homem passou a ser conhecedor do bem e do mal, algo que vai além da pena imposta pela desobediência de Adão. O homem preferiu o conhecimento do bem e do mal à ter vida eterna ( Gn 2:9 );
  • Apesar da condição de (em) pecado, o homem passou a ser como Deus – “O homem agora se tornou como um de nós, conhecendo o bem e o mal...” ( Gn 3:22 ); Satanás era conhecedor do que haveria de acontecer com o homem, caso pecasse ( Gn 3:5 ), porém, o ‘pai da mentira’ fez o que lhe é próprio ao dizer que o homem não haveria de morrer, antes seria como Deus ( Gn 3:4 ); O Querubim da guarda ungido era participante da natureza divina, e após ‘querer’ lançar mão da ‘semelhança’ do Altíssimo, foi destituído da glória de Deus e perdeu o seu principado. Satanás foi destituído da vida que é proveniente de Deus (pecado), porém, não deixou de existir. Satanás continuou sendo anjo e de posse do conhecimento que possuía antes da queda, porém, sem compartilhar da vida que é proveniente de Deus (pecado);
  • Conhecimento do bem e do mal – O Conhecimento (saber) do bem e do mal é que torna o homem como Deus (um de nós). A bíblia aponta dois tipos de conhecimento: “estar unido a” ou “saber acerca de”. Quando o homem conhece a Deus, ou antes, é conhecido D’Ele, a palavra conhecer indica união intima com o criador ( Gl 4:9 ). Agora, ‘conhecer’ o bem e o mal vincular-se ao saber, ter ciência de algo, o que difere de união;
  • O mau e o conhecimento do bem e do mal – após desobedecer ao Criador, Adão passou a ser mau diante de Deus, sem qualquer alusão as suas ações. O homem destituído de Deus sabe fazer boas ações e más ações, porém, não são as suas ações que estabelecem se ele é mau ou bom diante de Deus, antes a sua geração.

Após a queda, ‘conheceu’ (união intima, um só corpo) Adão a sua mulher, e Eva teve filhos: Caim e Abel. Ora, Caim e Abel, por serem descendentes de Adão eram pecadores, maus diante de Deus. Tal condição os atingiu, não porque fizeram algo de certo ou errado, antes, eram pecadores por serem descendentes de Adão. Já foram concebidos e gerados em pecado ( Sl 51:5 ).

Num determinado dia, Caim trouxe dos frutos da terra uma oferta a Deus ( Gn 4:3 ). Abel agiu de igual modo, e trouxe uma de suas ovelhas e ofertou ao Senhor ( Gn 4:4 ), porém, Deus atentou para Abel e não foi favorável a Caim, e este, por sua vez, ficou triste.

Em seguida veio o alerta divino para Caim “Então disse o Senhor: Por que te iraste? E por que descaiu o seu semblante? Se procederes bem, não serás aceito? E se não procederes bem, o pecado jaz à porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar” ( Gn 4:6 - 7).

Analisando os versículos acima, temos que Deus fez duas perguntas: Qual o motivo da ira e da tristeza de Caim. Porém, as frases seguintes precisam de uma análise mais apurada, visto que, há discrepâncias entre a tradução do texto com a idéia que o Novo Testamento nos apresenta.

Observe:

1) Basta ao homem proceder bem (bom comportamento) que será aceito por Deus?
2) Deus aceita o homem pela fé ou pelas obras?
3) Quando Deus disse que o pecado jaz à porta, o que foi dito:

a) Que o pecado jaz (está morto)?
b) Que o pecado ainda não ocorreu, mas que estava prestes a ocorrer?
c) Ou, que o pecado exerce domínio sobre o homem (estar à porta = local onde se exerce domínio)? ( Jó 29:7 )

4) É possível o homem exercer domínio sobre o pecado (... mas sobre ele deves dominar.)?
5) O desejo do pecado será sobre o homem (... sobre ti será o seu desejo...)?
6) Mesmo sob domínio do pecado é possível o homem proceder bem e mal ( Se procederes bem, não serás aceito? E se não procederes bem...)?

Quantas perguntas retiradas de um pequeno trecho bíblico, porém, sem respondê-las é impossível progredir em nossa empreitada. Antes de prosseguir, devemos considerar as seguintes verdades bíblicas:

  • Quando Deus falou com Caim a humanidade já estava sob o jugo do pecado, pois por Adão o pecado entrou no mundo, e por ele a morte ( Rm 5:12 ), ou seja, Caim já havia sido julgado, condenado e apenado com a morte, destituído da vida que há em Deus ( Rm 5:18 );
  • A obediência e o pecado são senhores que exercem domínio sobre os homens ( Rm 6:16 ). Observa-se através deste versículo que é impossível aos homens exercerem domínio sobre o pecado ou sobre a justiça.

Respostas:

  • Sabemos que não basta ao homem proceder, ou comportar-se bem ou de modo honesto, que será aceito diante de Deus. Todos os homens precisam nascer de novo ( Jo 3:3 ), ou conforme a linguagem do Antigo Testamento, é necessário circuncidar o coração, obtendo um novo coração e um novo espírito ( Sl 51:10 ; Ez 36:26 ), para que possam serem aceitos por Deus;
  • Todos que se aproximam de Deus precisam crer que Ele existe e que é galardoador dos que O buscam ( Hb 11:6 ). Abel foi aceito por Deus por meio da fé ( Hb 11:4 ), e não por obras, sacrifícios ou pela oferta. Caim foi rejeitado e sua oferta também, por outro lado Abel foi aceito e a sua oferta aceita. A ordem não pode ser invertida: Deus aceita o ofertante que se aproximar dele pela fé (evangelho) e por fé (descansar na esperança proposta). Não é a oferta que torna o homem agradável a Deus;
  • Sabemos que o mundo jaz no maligno, ou seja, o mundo está morto no maligno. O mesmo não podemos dizer do pecado, pois através de Adão ele continua a exercer o seu domínio sobre os homens. Também sabemos que quando Deus conversou com Caim, o pecado não estava por acontecer (as portas, prestes a), antes já havia subjugado o homem, inclusive o próprio Caim. Sabemos também que, caso o homem proceda bem ou não, continuará sob a égide do pecado, e Caim e Abel estavam vinculados a este fato;
  • Sabemos que é impossível o homem exercer domínio sobre o pecado ou sobre a injustiça – Com base nesta verdade, como seria possível Deus orientar Caim a subjugar o pecado? ( Rm 6:16 );
  • Se a vontade do pecado na condição de senhor submete o homem, como seria possível o homem na condição de escravo subjugar o seu senhor (pecado)? ( Rm 6:18 );
  • Caim já era escravo do pecado, porém Deus o orientou a ‘proceder bem’, ou seja, quanto ao procedimento o homem tem autonomia para decidir entre o bem e o mal, porém, tais decisões não livram o homem (escravo) do seu senhor (pecado);
  • A desobediência de Adão trouxe conseqüências funestas para toda a sua descendência (morte), porém, além da separação que se estabeleceu entre Deus e os homens, o homem passou a ser como Deus, conhecendo o bem e o mal ( Gn 3:22 ).

Problemas de traduções e interpretações à parte, qualquer entendimento do texto em questão deve-se levar em conta o que analisamos anteriormente, porém, não me atrevo a apresentar aqui uma proposta de emenda à tradução em tela.

Logo após a ofensa que trouxe o juízo de Deus sobre todos os homens ( Rm 5:18 ), Adão conheceu (tomou ciência) que estava nu. Ora, na ofensa ele conheceu o pecado, ou seja, passou a estar unido ao pecado, e tomou ciência (conheceu) que estava nu.

Ora, após a queda Deus não estabeleceu nenhuma lei, porém, Adão de pronto reconheceu o seu estado e recriminou-se. De pronto procuraram um modo de cobrir a nudez, e só após serem interpelados por Deus esconderam-se.

Deste evento podemos destacar que:

  • O pecado sempre foi e será pecado, e se a nudez de ‘per si’ fosse pecado, o que separaria o homem de Deus, antes mesmo da queda a nudez teria sido recriminado por Deus;
  • Se a nudez fosse o ‘pecado’ que estava separando o homem de Deus, logo teria sido proibido por Deus o homem andar nu no Éden e fora do Éden, o que não ocorreu;
  • A desobediência estabeleceu o juízo de Deus (separação entre Deus e os homens), e o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal proporcionou conhecimento, entendimento, e o homem passou a se esconder de Deus; não por causa da desobediência (ofensa), antes, escondeu-se por ver, entender que estava nu ( Gn 3:10 ).

A ofensa do homem estava na desobediência, porém, após comer da árvore do conhecimento do bem e do mal, o homem passou a guiar-se pelo entendimento adquirido. Deus não havia proibido a nudez de Adão e Eva, porém, para eles, a gravidade residia no fato de estarem nus, e não na desobediência.

Ora, após o homem crer em Cristo é criado um novo homem em verdadeira justiça e santidade, porém, mesmo após estar livre da condenação estabelecida em Adão, o crente ainda permanecerá conhecedor do bem e do mal. Quando o homem aceita a verdade do evangelho deixa de compartilhar do mau herdado da natureza de Adão, e passa a compartilhar da Luz, da Paz, do Bem, porém, jamais deixará de ser conhecedor do bem e do mal, visto que tal conhecimento é que o torna como Deus ( Gn 3:22 ).

Sobre este mister destacou o apóstolo aos Hebreus: "Mas o mantimento sólido é para os perfeitos, os quais, em razão do costume, têm os sentidos exercitados para discernir tanto o bem como o mal" ( Hb 5:14 ). O que é o mantimento sólido? A figura ‘alimento sólido’ equivale a verdade do evangelho em profundidade ( Ef 3:18 ), contrastando com os rudimentos (princípios) do evangelho.

Os perfeitos, neste caso específico, referem-se aos cristãos que possuem uma compreensão apurada do evangelho de Cristo. Após o cristão adquirir conhecimento maior que os ensinos elementares da doutrina de Cristo, tem em si a capacidade de discernir tanto o bem como o mal, porque os seus sentidos estão e são exercitados continuamente.

Percebe-se através da exposição do escritor aos Hebreus que:

  • O conhecimento do bem e do mal está atrelado aos sentidos dos homens;
  • Os sentidos podem e devem ser exercitados;
  • O exercício dos sentidos, discernimento, é individual;
  • O exercício dos sentidos tem por parâmetro o conhecimento do bem e do mal.

A capacidade de discernir tanto o bem como o mal equivale a conhecer o bem e o mal. O conhecimento adquirido quando o homem tornou-se participante da árvore do conhecimento do bem e do mal é o que lhe concede discernimento para identificar tanto o bem como o mal.

Ora, surge a pergunta: Tanto o justo quanto o injusto possuem esta capacidade? Sim! Esta capacidade, este discernimento é pertinente aos filhos de Adão e aos filhos de Deus, visto que a humanidade passou a ser como Deus, conhecedora do bem e do mal.

Cristo é um exemplo claro desta verdade! Observe esta profecia: "Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, e chamará o seu nome Emanuel. Manteiga e mel comerá, quando ele souber rejeitar o mal e escolher o bem. Na verdade, antes que este menino saiba rejeitar o mal e escolher o bem, a terra, de que te enfadas, será desamparada dos seus dois reis" ( Is 7:14 - 16). O Cristo haveria de ser concebido de uma virgem – concepção virginal. Ela traria ao mundo um filho (homem) e seria nomeado Emanuel, ou seja, ‘Deus Conosco’, o mesmo que, ‘Deus com os homens’.

A profecia destacada contrasta a dieta do Emanuel com a dieta de seu precursor, João Batista. Quando o menino souber (saber, conhecimento) rejeitar o mal e escolher o bem, a sua dieta será de manteiga (gordura) e mel (o melhor da terra), contrastando com o seu precursor, que comeu gafanhotos e mel silvestre ( Mt 11:19 ).

Diferente dos filhos de Adão, Cristo veio ao mundo participante da natureza divina – O Filho de Deus encarnado. O Emanuel, o Verbo de Deus, a Luz verdadeira, Santo, Verdadeiro, Bom, etc. Em Cristo não houve trevas nenhuma! Em resumo, Cristo é o mesmo ontem, hoje e eternamente: Bom!

Mesmo sendo Bom, sem nunca ter se conspurcado com o mau, Cristo teve que escolher o bem e rejeitar o mal. Para tanto, o Bom menino Jesus cresceu e soube (conhecimento) rejeitar o mal e escolher o bem.

Há que se ter tal conhecimento, se não, não haveria o alerta solene: “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem chamam mal, que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!” ( Is 5:20 ).

O fato de Jesus ter escolhido o bem e rejeitado o mal não é o que O tornou ‘Bom’, antes, o Cristo é Bom porque foi gerado de Deus.

É por estes motivos que o apóstolo Paulo faz o alerta solene: "Quanto à vossa obediência, é ela conhecida de todos. Comprazo-me, pois, em vós; e quero que sejais sábios no bem, mas simples no mal" ( Rm 16:19 ). A obediência dos cristãos, da qual o apóstolo faz referência, diz da obediência à verdade do evangelho, que é a fé anunciada a todo o mundo ( Rm 1:8 ). Ora, através da obediência à verdade do evangelho o homem torna-se agradável a Deus, perfeito para toda a boa obra, visto que, após crer em Cristo, as obras do cristão são feitas em Deus ( Jo 3:21 ).

Com relação à verdade do evangelho o apóstolo tinha satisfação em ver os cristãos, porém, Paulo desejava ardentemente que eles fossem perfeitos, capacitados, exercitados para saberem rejeitar o mal e escolher o bem, ou seja, sábios no bem e simples no mal.

Todos que crêem em Cristo tornam-se perfeitos, visto que foram novamente criados em verdadeira justiça e santidade ( Ef 4:24 ; Cl 2:10; 2Co 2:6 ), porém, aos gerados de novo falta-lhes alcançar a medida da estatura completa de Cristo ( Ef 4:13 ; 2Co 13:11 ).

Por que o cristão deve ser simples com relação ao mal e sábio quanto ao bem? Temos dois motivos:

  • Para que deixassem de serem meninos, aptos para alimento sólido e não fossem levados por ventos de doutrinas - “E EU, irmãos, não vos pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a meninos em Cristo” ( 1Co 3:1 ).
  • O fato de haver entre os cristãos contendas e porfias depunha claramente contra eles, demonstrando que eram neófitos na fé. Por não crescerem na graça e conhecimento de Cristo, Paulo ainda não podia exortá-los como espirituais, antes como se eles ainda fossem carnais, o mesmo que meninos em Cristo.

Qual o problema em ser menino em Cristo? Estar sujeito a ser levados por ventos de doutrinas ( Ef 4:14 ). Na igreja de Corinto havia contendas e dissensões porque os cristãos ainda não eram exercitados em rejeitar o mal. Embora perfeitos em Cristo, não eram perfeitos para saber rejeitar o mal e promover o bem.

Paulo ensinou aos Cristãos em Roma como procederem quando ao discernimento do bem e do mal ( Rm 12:9 e Rm 12:21 ). É de bom alvitre os cristãos não tornar mal por mal, antes deve ater-se as coisas honestas, perante todos os homens ( Rm 12:17 ).

Se for possível, o cristão deve estar em paz com todos os homens, porém, deve desviar-se daqueles que promovem dissensões e escândalos contra a doutrina do evangelho ( Rm 16:17 ).

Porque todos comparecerão ante o Tribunal de Cristo para serem recompensados quanto as suas ações: boas ou más - "Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal" ( 2Co 5:10 ).

Quando escreveu aos cristãos de Corintos, Paulo expressa a sua esperança em Deus, certo de que haveria de deixar este mundo para habitar eternamente com Deus ( 2Co 5:8 ). Com relação à salvação em Cristo, a obra perfeita do evangelho (fé), ela é atribuída a Deus ( 2Co 5:5 ), porém, além da salvação, Paulo buscava ser agradável aos cristãos, visto que, tal renúncia haveria de ser retribuída no Tribunal de Cristo ( 2Co 5:10 ).

Por que ser agradável a todos e principalmente quanto aos irmãos? Porque todos comparecerão ante o mesmo Tribunal! Para que cada um receba o que houver feito por meio do corpo, ou seja, receberá de acordo com o bem e o mal que fizeram ( Rm 12:20 ).

 

Patrocínio

Depoimentos

left
"A concepção mais excelente de amor foi alterada com a dinâmica da língua, mas a essência do amor permanece inviolável".
 

Lançamento

left
Acesse a loja do portal Estudo Bíblico e adquira o livro 'A Obra que demonstra Amor a Deus'.