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"Prossigamos até a perfeição" Hb 6:1

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O cego Bartimeu à beira do caminho

Todos que creem em Cristo e O confessam como Bartimeu confessou, constitui-se uma pedra do templo erguido em louvor a Deus "A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo" ( Rm 10:9 ); "Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio arquiteto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele" ( 1Co 3:10 ); “Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina; No qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor. No qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito” ( Ef 2:20 -22).

“Depois, foram para Jericó. E, saindo ele de Jericó com seus discípulos e uma grande multidão, Bartimeu, o cego, filho de Timeu, estava assentado junto do caminho, mendigando. E, ouvindo que era Jesus de Nazaré, começou a clamar, e a dizer: Jesus, filho de Davi, tem misericórdia de mim. E muitos o repreendiam, para que se calasse; mas ele clamava cada vez mais: Filho de Davi! tem misericórdia de mim. E Jesus, parando, disse que o chamassem; e chamaram o cego, dizendo-lhe: Tem bom ânimo; levanta-te, que ele te chama. E ele, lançando de si a sua capa, levantou-se, e foi ter com Jesus. E Jesus, falando, disse-lhe: Que queres que te faça? E o cego lhe disse: Mestre, que eu tenha vista. E Jesus lhe disse: Vai, a tua fé te salvou. E logo viu, e seguiu a Jesus pelo caminho” ( Mc 10:46 -52)

 

O clamor de Bartimeu

O evangelista Marcos narra um milagre operado por Jesus quando deixava a cidade de Jericó: a cura do cego Bartimeu.

Jesus estava deixando a cidade de Jericó juntamente com os seus discípulos e uma grande multidão O seguia. Pelo caminho em que Jesus passou havia um cego por nome Bartimeu, filho de Timeu, que estava assentado à beira do caminho mendigando.

Quando Bartimeu ouviu que era Jesus de Nazaré que passava, começou a clamar dizendo: - “Jesus, filho de Davi, tem misericórdia de mim!”. A narrativa deste milagre decorre do fato de Bartimeu ter ouvido que era Jesus de Nazaré que passava.

Há dois pontos dignos de análise nesta narrativa:

a) O cego ouviu que era Jesus de Nazaré que passava, e;

b) O cego clamou por Jesus, Filho de Davi.

Por que o cego clamou dizendo: - “Jesus, filho de Davi, tem misericórdia de mim”, em vez de clamar: “Jesus de Nazaré, tem de misericórdia de mim!”? O texto deixa explícito que Bartimeu ouviu que Jesus de Nazaré passava. Há algo significativo no fato dele ter clamado ‘Filho de Davi’, e não ‘Jesus de Nazaré’?

Analisemos! Se Bartimeu fizesse referência à pessoa de Cristo como ‘Jesus de Nazaré’, estaria admitindo, com base no que era divulgado pelo povo, que Jesus era o filho de José, aquele que residia em Nazaré, uma cidade da Galiléia ( Lc 1:26 ). Ao admitir que Cristo era ‘Jesus de Nazaré’, Bartimeu estaria somente vinculando a pessoa de Cristo ao carpinteiro José, marido de Maria, ou que Cristo era um profeta.

A bíblia nos aponta que a concepção do povo era: a) Jesus é o filho do carpinteiro José, e; b) Jesus é um dos profetas “E, chegando Jesus às partes de Cesaréia de Filipe, interrogou os seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do homem? E eles disseram: Uns, João o Batista; outros, Elias; e outros, Jeremias, ou um dos profetas” ( Mt 16:13-14 ); "E diziam: Não é este Jesus, o filho de José, cujo pai e mãe nós conhecemos? Como, pois, diz ele: Desci do céu?" ( Jo 6:42 ). Mas, afirmar que Jesus é o Filho de Davi é admitir que as Escrituras cumprem-se especificamente na pessoa de Jesus.

Quando o cego Bartimeu clamou dizendo: “Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim”, num mesmo brado estava rogando e admitindo que Jesus de Nazaré era o Filho de Deus que havia de vir ao mundo conforme o previsto nas Escrituras.

Na declaração daquele homem cego havia inúmeras implicações. Se homem de Nazaré, era o Filho de Davi, era o Filho de Deus e tinha direito a se assentar no trono de Davi seu Pai. Admitir que Cristo era o Filho de Davi era o mesmo que confessar que Cristo era o Messias prometido nas sagradas escrituras pelos profetas, nascido da descendência de Davi segundo a carne e Filho de Deus, pois o seu próprio pai na carne, em espírito, O chamou de Senhor dizendo: “DISSE o SENHOR ao meu Senhor: Assenta-te à minha mão direita, até que ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés” ( Sl 110:1 ; Mt 22:43 ).

 

A repreensão de muitos

Diante do clamor do cego Bartimeu, muitos o repreendiam para que se calasse.

Os que repreenderam o cego, estavam incomodados com o barulho que o cego estava fazendo, ou estavam incomodados com a declaração do filho de Timeu?

Para resolver este impasse, temos que nos socorrer de outras passagens da Bíblia.

Certa feita Jesus foi ao templo e expulsou todos os que vendiam e compravam no templo e, após motivar o que havia feito citando as escrituras ( Mt 21:13 ), curou muitos cegos e coxos que foram ter com Ele ( Mt 21:14 ). Quando os principais dos sacerdotes viram as maravilhas que Cristo estava realizando e as criancinhas que clamavam dizendo: - “Hosana ao Filho de Davi”, indignaram-se e questionaram a Jesus dizendo: - “Ouves o que estes dizem?” ( Mt 21:16 ), ao que Jesus respondeu citando as escrituras: - “Sim; nunca lestes: Pela boca dos meninos e das criancinhas de peito tiraste o perfeito louvor?” ( Mt 21:16 ).

Fica claro no texto de Mateus 21 que a indignação dos principais dos sacerdotes e dos escribas repousava no fato de as criancinhas declararem abertamente ser Jesus o Filho de Davi. Como as crianças não eram passíveis de reprimenda frente ao que declaravam, os religiosos Judeus voltaram-se contra Cristo exigindo uma posição.

Existe um paralelo entre a narrativa das criancinhas que clamavam ‘Hosana ao Filho de Davi’ e o que clamou Bartimeu: ‘Jesus, Filho de Davi, tende misericórdia de mim’.

A repreensão que fizeram contra o cego também era em função do que ele declarava, e não por algum incomodo em virtude de Bartimeu estar gritando, ou seja, para muitos dentre a multidão que seguia para Jerusalém, o escândalo não eram os gritos de Bartimeu, antes o que ele dizia“Para os que estavam ouvindo os ensinos do Jesus todo esse escândalo era uma ofensa”Barclay, William, Comentário do Novo Testamento, Tradução de Carlos Biagini, pág. 259.

É patente nas Escrituras! Os escribas e fariseus deixavam transparecer grande indignação e reprimenda diante de qualquer possibilidade de se admitir que Jesus era o Cristo, o Filho de Davi: “Trouxeram-lhe, então, um endemoninhado cego e mudo; e, de tal modo o curou, que o cego e mudo falava e via. E toda a multidão se admirava e dizia: Não é este o Filho de Davi? Mas os fariseus, ouvindo isto, diziam: Este não expulsa os demônios senão por Belzebu, príncipe dos demônios” ( Mt 12:22 -24).

Quando o apóstolo Paulo estava em Tessalônica, por três sábados consecutivos foi à Sinagoga disputar com os judeus sobre as escrituras ( At 17:2 ). Mas, pelo fato de o apóstolo expor que Jesus era o Cristo, demonstrando nas escrituras que convinha que o Cristo padecesse e ressuscitasse, os judeus rebeldes inflamaram a multidão contra o apóstolo ( At 17:3 e 5).

Se Bartimeu houvesse gritado conforme o que havia ouvido: - ‘Jesus de Nazaré, tem misericórdia de mim’, ninguém o havia reprimido, mas por ter admitido e ao mesmo tempo anunciado ser Jesus o Filho de Davi, foi repreendido para que se calasse.

Bartimeu sabia muito bem o que estava gritando à beira do caminho, o que contraria o posicionamento de Barcley: “Bartimeu não sabia muito bem quem era Jesus. Chamava-o insistentemente Filho de Davi. Este era um título messiânico, mas seu significado evocava a ideia de um Messias conquistador, um Rei da linha de Davi, que levaria Israel à recuperação de sua grandeza como povo. Esta concepção do rol de Jesus era muito inadequada. Mas Bartimeu tinha fé e a fé que tinha cobriu qualquer engano teológico no que pôde ter incorrido. Não nos é exigido que entendamos à perfeição de quem é Jesus. Em última análise, ninguém jamais pode obter tal coisa. O que nos pede é que tenhamos fé. Um escritor de imensa sabedoria há dito: ‘Devemos esperar que o povo pense, mas não querer que se façam teólogos antes de fazer-se cristãos’. O cristianismo começa em nós quando reagimos diante da pessoa de Jesus, e quando esta nossa reação é de amor, um sentimento instintivo de que alguém é capaz de sair ao encontro de nossa necessidade. Até se nunca chegamos a ser capazes de elaborar teologicamente as coisas, essa resposta instintiva, esse grito que sai da alma, é mais que suficiente” Barclay, William, Comentário do Novo Testamento, Tradução de Carlos Biagini, pág. 261.

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