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Colossenses - Capítulo 4

O apóstolo preocupava-se com a mensagem que os cristãos estavam retransmitindo. Além de serem cuidadosos em retransmitir a verdade do evangelho, eles deviam atentar para a sociedade onde estavam inseridos. À época de Paulo a sociedade era composta por vários povos, culturas e etnias, e, portanto, a preocupação com a mensagem a ser retransmitida devia ser redobrada.

Colossenses IV


O apóstolo Paulo preocupa-se em recomendar que a união em Cristo refletisse mudanças nas relações sociais dos cristãos.

 

1- Vós, senhores, fazei o que for de justiça e eqüidade a vossos servos, sabendo que também tendes um Senhor nos céus.

A base utilizada por Paulo para exortar os senhores é a mesma utilizada para exortar os servos. Os senhores deveriam ter em mente que tinham um Senhor nos céus e o servos deviam servir aos senhores temendo a Deus.

Paulo não busca mudar a ordem socioeconômica da sua época, antes exorta de maneira que as relações humanas da época fossem reguladas com justiça e equidade.

Para nós, hoje, é inconcebível a idéia de uma sociedade escravocrata. Muitos questionam por que o apóstolo Paulo não se empenhou em fazer uma revolução social. Porém, estes esquecem que o discípulo não pode ser maior que o mestre. Basta ao discípulo ser igual ao mestre "Não é o discípulo mais do que o mestre, nem o servo mais do que o seu senhor" ( Mt 10:24 ).

Cristo veio trazer boas novas de salvação, ou seja, resgatar o homem da perdição eterna estabelecida no Éden. Ora, se Cristo não veio desfazer as injustiças sociais, esta não é e nem deve ser a bandeira do cristianismo.

Se estiver ao alcance dos cristãos fazer algo para melhorar a vida em sociedade, nada há que impeça que faça, porém, utilizar alguma nuance do evangelho como sendo um tipo de modelo sócio-econômico-cultural não coaduna com a proposta de Cristo.

 

2- Perseverai em oração, velando nela com ação de graças;

Os cristãos deveriam manter-se confiantes em Deus, ou seja, em oração. Todo aquele que expressa a sua confiança em Deus, que se aplique em agradecer. O ‘perseverar em oração’ não implica passar longas horas de joelhos, antes, que o cristão deve confiar em Deus ‘sem cessar’, continuamente.

O cristão não deve socorrer-se da oração como um amuleto do mesmo modo que os gentios aplicam-se as rezas ( Mt 6:7 ). A confiança do cristão deve apoiar-se inteiramente em Deus, que atenderá as suas necessidades mesmo quando não conseguir pronunciá-las ( Mt 6:8 ).

A oração do profeta Jonas é um exemplo típico de oração. Embora não fosse possível pronunciar palavras, ou assumir uma posição de reverência, ele confiou em Deus e expressou a sua confiança: “Quando desfalecia em mim a minha alma, lembrei-me do SENHOR; e entrou a ti a minha oração, no teu santo templo. Os que observam as falsas vaidades deixam a sua misericórdia. Mas eu te oferecerei sacrifício com a voz do agradecimento...” ( Jn 2:8 -10).

Basta lembrar-se de Deus que a sua lembrança será contada como oração. Basta lembrar-se de Deus que, a sua lembrança será como um grito, e Deus te ouvirá, mesmo que das profundezas do abismo. Deus não é como o injusto juiz, que precisa ser importunado para atender quem o chamar ( Lc 18:2 )

Ademais, o melhor sacrifício é a voz do agradecimento (ação de graças)! ( Hb 13:15 ).

 

3- Orando também juntamente por nós, para que Deus nos abra a porta da palavra, a fim de falarmos do mistério de Cristo, pelo qual estou também preso;

Paulo pede aos irmãos que orassem por ele, para que ele pudesse evangelizar. Paulo não buscava bênção materiais ou qualquer tipo de lucro, antes queria abertura para falar de Cristo. Por causa deste afã ele estava preso.

 

4- Para que o manifeste, como me convém falar.

Paulo queria que Deus manifestasse a maneira mais acertada e conveniente de expor a verdade do Evangelho. Esta deve ser a preocupação constante do cristão.

 

5- Andai com sabedoria para com os que estão de fora, remindo o tempo.

Paulo preocupava-se com o comportamento (andar) dos cristãos. A maneira como eles se comportava era de grande importância para a propagação do evangelho de Cristo, visto que ele não podia dar escândalo a judeus, a gregos e nem a igreja de Deus.

 

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