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Carta de Paulo a Filemom

Filemom

O nome Onésimo significa ‘util’, e o apóstolo dos gentios faz um jogo de palavras: ‘inútil’ versos ‘útil’. Ora, outrora Onésimo como escravo foi inútil a Filemom, porém, agora estava sendo útil tanto ao apóstolo quanto a Filemom, por causa do seu trabalho em prol do evangelho de Cristo (v. 12). Possivelmente Onésimo foi enviado a Filemom de posse desta carta, pois o apóstolo Paulo deixa claro na epístola que enviou Onésimo ainda no corpo da carta “Eu to tornei a enviar” ( v. 11).

 

 

Introdução

 

Esta carta do apóstolo Paulo tem muito a nos ensinar, pois demonstra como se estruturavam algumas relações sociais próprio à sociedade à época.

Através desta epístola é possível nos informarmos e compreender como o apóstolo se relacionava com os seus irmãos em Cristo, bem como nos apresenta um pouco da personalidade e das disposições íntimas do apóstolo dos gentios.

A carta foi endereçada a Filemom, um cooperador do apóstolo, e trata de um escravo fugitivo que se converteu a Cristo, Onésimo, que pertencia, por direito, a Filemom.

 

 

1 PAULO, prisioneiro de Jesus Cristo, e o irmão Timóteo, ao amado Filemom, nosso cooperador, 2 e à nossa amada Áfia, e a Arquipo, nosso camarada, e à igreja que está em tua casa:

O apóstolo Paulo apresenta-se ao destinatário da carta, o irmão Filemom, como prisioneiro de Cristo. Os remetentes da epístola são, respectivamente, o apóstolo Paulo e o irmão Timóteo.

O irmão Filemom é tido em boa conta, tanto pelo apóstolo Paulo, quanto por Timóteo. A carta também contempla como destinatários a irmã Áfia, o irmão Arquipo, um companheiro de batalha, e todos quantos se reuniam na casa de Filemom (igreja).

A apresentação do apóstolo dos gentios serve somente para identificá-lo como remetente da Epístola, pois é possível depreender da própria carta que Filemom e o apóstolo Paulo eram amigos de longa data ( Fm 1:21 -22).

 

3 Graça a vós e paz da parte de Deus nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.

A saudação do apóstolo Paulo nesta carta segue o mesmo padrão das outras epístolas.

O apóstolo deseja que o favor imerecido de Deus, ou seja, a graça manifesta em Cristo, seja comum a todos.

De igual modo, ele desejou que a paz da parte de Deus, ou seja, a paz que excede todo entendimento, também fosse pertinente aos destinatários da carta, visto que, por meio dela, a inimizade que havia entre Deus e os homens foi desfeita.

 

4 Graças dou ao meu Deus, lembrando-me sempre de ti nas minhas orações; 5 Ouvindo do teu amor e da fé que tens para com o Senhor Jesus Cristo, e para com todos os santos;

O apóstolo Paulo sempre fazia menção do nome de Filemom em suas orações, e estava grato a Deus por ouvir acerca da confiança que Filemom deposita em Cristo, e do amor que ele dispensava a todos os cristãos (santos).

O agradecimento do apóstolo Paulo a Deus por Filemom é igual ao agradecimento que o apóstolo fez a Deus por causa da fé e do amor dos cristãos em Éfeso ( Ef 1:15 -16).

 

6 Para que a comunicação da tua fé seja eficaz no conhecimento de todo o bem que em vós há por Cristo Jesus.

O apóstolo Paulo compreendia que o amor que Filemom dispensava aos irmãos é um dos veículos de ‘comunicação’ mais eficiente na transmissão da verdade do evangelho.

Em nossos dias, muitos apostam no rádio, na televisão, na internet, em panfletos, etc., como sendo os veículos mais eficazes na comunicação da mensagem do evangelho. Mas, o apóstolo Paulo entendia que o amor demonstrado aos irmãos, além de ser o veículo de comunicação mais eficaz na propagação do evangelho, também demonstrava todo o bem que neles havia por ser uma nova criatura.

 

 

7 Tive grande gozo e consolação do teu amor, porque por ti, ó irmão, as entranhas dos santos foram recreadas.

O amor de Filemom era causa de alegria e consolação para o apóstolo Paulo, por dois motivos:

  • Saber que outros irmãos compartilham da mensagem do evangelho (fé) é consolo inefável "Isto é, para que juntamente convosco eu seja consolado pela fé mútua, assim vossa como minha" ( Rm 1:12 ; 1Ts 3:7 ), e;
  • Ter as necessidades supridas em momentos difíceis por irmãos em Cristo também promove consolo e alegria, visto que tais dádivas são provenientes do amor que alguns cristãos nutrem para com os santos.

Não podemos nos esquecer que a consolação dos irmãos em amor é refrigério para o tempo presente, mas, a consolação do Senhor proveniente da verdade do evangelho é eterna "E o próprio nosso Senhor Jesus Cristo e nosso Deus e Pai, que nos amou, e em graça nos deu uma eterna consolação e boa esperança" ( 2Ts 2:16 ).

A ‘eterna consolação’ e a ‘boa esperança’ é o mesmo que a ‘mensagem do evangelho’, ou a ‘fé’ que uma vez foi dada aos santos ( Jd 1:3 ).

 

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