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"Prossigamos até a perfeição" Hb 6:1

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Romanos - Capítulo 3

Muitos consideram que a justificação é semelhante a um ato de juiz, onde Deus trata o pecador injusto como se fosse justo, porém, a pessoa não é realmente justa. Neste diapasão Scofield diz: "O pecador crente é justificado, isto é, tratadocomo justo por causa de Cristo (...) A justificação é um ato de reconhecimento divino e não significa tornar uma pessoa justa" C. I. Scofield, A bíblia de Scofield com referências, nota à ( Rm 3:28 ). (grifo nosso)???


Introdução

 

Alguns dos argumentos de Paulo se apóiam nos elementos da lógica quando da defesa do evangelho. Ex: "Porque a circuncisão é, na verdade, proveitosa, se tu guardares a lei; mas, se tu és transgressor da lei, a tua circuncisão se torna em incircuncisão. Se, pois, a incircuncisão guardar os preceitos da lei, porventura a incircuncisão não será reputada como circuncisão?" ( Rm 2:25 -26).

A frase: "A circuncisão é proveitosa se o circuncidado guardar a lei", é uma proposição composta em decorrência do conectivo 'se'. O conectivo 'se' combina idéias simples e confere valores lógico à proposição, podendo este valor ser verdadeiro ou falso, dependendo da operação introduzida pelo conectivo.

Paulo demonstra aos cristãos em Roma que os judeus precisariam cumprir cabalmente a lei para que a circuncisão fosse válida diante de Deus. Como é impossível ao homem cumprir a lei, segue-se que a circuncisão dos judeus é inócua, ou melhor, sem valor algum. O ensino de Paulo está vinculado à duas considerações seguintes:

a) tropeçar em um único quesito da lei é o mesmo que não cumprir a lei ( Tg 2:10 ), e;
b) a natureza da lei é incompatível com a natureza do homem: ela é espiritual e o homem carnal ( Rm 7:14 ).

Ao considerarmos que a proposição: 'a circuncisão é proveitosa se o circuncidado guardar a lei', é verdadeira, segue-se que, se um 'incircunciso' guardar a lei, ele será reputado pelos judeus como 'circunciso'. A argumentação de Paulo estabelece uma equivalência lógica entre as proposições.

Paulo apresenta uma equivalência lógica na sua argumentação para demonstrar que judeus e gentios são iguais diante de Deus.

Em qualquer interpretação não podemos contrariar ou adaptar a idéia presente nas proposições segundo perspectivas humanas.

Quando Jesus disse: "Entrai pela porta estreita...", não podemos contrariar a idéia dizendo que 'a porta não é estreita'. Alegar que 'a porta não é estreita' não é correto, principalmente quando se introduz elementos que não são citados no texto. "A soberba do homem faz com que o caminho fique estreito" não é uma idéia presente no texto.

Jesus não apresentou elementos humanos em suas declarações. Ele falou acerca do caminho (é estreito), sem qualquer referência ao comportamento dos seus ouvintes, o que demonstra que não podemos considerar este elemento na hora de interpretarmos as suas declarações.

Se considerarmos que é o homem que faz 'o caminho estreito', como podemos entender a declaração de Cristo: "Eu sou o caminho..."? Observe que não há equivalência lógica entre as declarações de Cristo (Eu sou o caminho..., e; o caminho é estreito)e a interpretação de que é o homem quem faz o caminho estreito.

Observe que entre as declarações de Cristo (Eu sou o caminho...) e a interpretação de que o homem é quem faz o caminho estreito não há equivalência.

Jesus apresentou várias definições acerca da sua pessoa: Eu sou o bom pastor; Eu sou a porta; Eu sou o caminho; Eu sou a verdade e a vida, etc. Qualquer explicação que contrarie o que Jesus disse, deve ser considerado anátema, visto que os falsos profetas introduzem heresias encobertamente heresias que negam a pessoa de Cristo.

Do capítulo três em diante, a carta de Paulo aos Romanos apresenta inúmeras proposições, e muitas serão introduzidas pelo conectivo 'se', estabelecendo uma equivalência lógica. Ao utilizar o conectivo 'se', Paulo não introduz uma dúvida ou uma 'possibilidade de', antes estabelece uma equivalência lógica entre a argumentação e uma proposição simples.

A argumentação: "Mas se a nossa injustiça faz surgir a justiça de Deus, que diremos?" ( Rm 3:5 ), tem por base a proposição: 'Deus não é injusto' ( Rm 3:6 ).

Com base na proposição: "Deus é justo", Paulo estabeleceu uma nova proposição: "Deus não é injusto", e dá sustentação à sua argumentação: "a nossa injustiça faz surgir a justiça de Deus".

Agora, se quisermos estabelecer uma argumentação semelhante a de Paulo (a nossa injustiça faz surgir a justiça de Deus), não podemos estabelecer uma proposição 'Deus não é justo', da mesma maneira que contrariaram o que Jesus disse 'o caminho não é estreito'.

 

1 QUAL é, pois, a vantagem do judeu? Ou qual a utilidade da circuncisão?

Após demonstrar que não há diferença entre judeu e gentil, pois ambos são homens e culpáveis diante de Deus, Paulo responde uma das questões que poderia ser levantada por seus destinatários: Qual é a vantagem de ser judeu, se não há diferença alguma quanto ao quesito salvação?


2 Muita, em toda a maneira, porque, primeiramente, as palavras de Deus lhe foram confiadas.

Há uma grande vantagem em ser judeu: a palavra de Deus foi confiada primeiramente a eles. Deus escolheu o povo de Israel para uma missão: tornar conhecido o nome de Deus sobre a face da terra, e em contra partida foi confiado a eles as Escrituras. Deus escolheu para o povo para uma missão, mas a salvação é individualizada.

Cada indivíduo pertencente à comunidade de Israel deveria circuncidar o coração conforme a determinação de Moisés, pois Deus não escolhe dentre os homens quem será salvo, mas escolhe quem haverá de desempenhar uma missão.


3 Pois quê? Se alguns foram incrédulos, a sua incredulidade aniquilará a fidelidade de Deus?

Alguém poderia questionar ainda: Qual a vantagem de ter recebido da palavra de Deus e não ser salvo? Paulo conclui: "Ora, não ser salvo é uma questão de incredulidade, e não de infidelidade da parte de Deus". A incredulidade do homem não influencia os atributos de Deus: ele permanece fiel, mesmo quando o homem não crê em sua palavra.


4 De maneira nenhuma; sempre seja Deus verdadeiro, e todo o homem mentiroso; como está escrito: Para que sejas justificado em tuas palavras, E venças quando fores julgado.

Deus é verdadeiro em essência. Naturalmente Deus é verdadeiro e todos os homens mentirosos.

Paulo não fez referência a um comportamento reprovável dos homens: a mentira. Ele simplesmente contrapõe a natureza divina com a natureza humana decaída. Ou seja, nem todos os homens vivem contando mentiras, mas todos os homens são mentirosos em sua essência, pois deixaram de ser participantes da natureza divina, que é a verdade. O pecado de Adão causou esta separação entre Deus e os homens.

Paulo demonstra que a declaração: "Deus é verdadeiro sempre, e todo homem mentiroso", é conforme as Escrituras. Ele cita o Salmo cinqüenta e um, versículo quatro para demonstrar que Deus é verdadeiro e todo homem mentiroso ( Sl 51:4 ).

Observe que o Salmo 51 demonstra um salmista que conhece as suas transgressões; ele reconhece que foi formado em iniqüidade; que precisa de Deus para ser limpo no íntimo, visto que ele ama a verdade no íntimo. Quando há uma citação das Escrituras no N. T., devemos observar todo o texto, e não somente o versículo citado.

Reconhecer que Deus é verdadeiro e que os homens são mentirosos é um louvor que não podemos nos furtar a conceder ao nosso Criador.

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