Estudos Biblicos

Colossenses - Capítulo 2

postador por: Claudio F. Crispim
25 Mai 2012
15643
         


O apóstolo Paulo demonstra o seu cuidado ao ser franco com os seus leitores. Eles precisavam de conhecimento espiritual para que ninguém pudesse enganá-los com palavras persuasivas. Paulo aponta aos seus leitores que a falta de conhecimento pode deixar os cristãos suscetíveis a investidas dos falsos profetas, falsos apóstolos, falsos mestres, etc "Ninguém vos engane com palavras vãs, pois por estas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência" ( Ef 5:6 ).

 

Falsas Doutrinas

1 Porque quero que saibais quão grande combate tenho por vós, e pelos que estão em Laodiceia, e por quantos não viram o meu rosto em carne;

O capítulo dois da carta de Paulo aos Colossenses demonstra a motivação do apóstolo ao escrever aos cristãos: grande empenho na batalha pelo evangelho, principalmente pelos que não o viram em pessoa.

O que motivou o escritor da carta não pode ficar em segundo plano, uma vez que a motivação mescla-se com a ideia geral da carta.

Paulo escreveu aos de Colossos para demonstrar o seu cuidado pela igreja de Deus ( Cl 1:24 ), principalmente àqueles que não tiveram um contato pessoal com o apóstolo.

O teor da carta também poderia ser exposta aos cristãos de Laodiceia, pelo mesmo motivo: eles ainda não tinham visto o rosto do apóstolo ( Cl 4:16 ).

 

2 Para que os seus corações sejam consolados, e estejam unidos em amor, e enriquecidos da plenitude da inteligência, para conhecimento do mistério de Deus e Pai, e de Cristo,

1- O combate do apóstolo visava consolar os corações dos cristãos! “Que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus” ( 2Co 1:4 ). A ideia que o apóstolo Paulo demonstra acerca da consolação é melhor compreendido quando se lê o versículo acima.

2- Fazê-los unidos em amor, e não através de vínculos consanguíneos, ou um código de leis - “Quanto ao mais, irmãos, regozijai-vos, sede perfeitos, sede consolados, sede de um mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz será convosco” ( 2Co 13:11 ).

3- O combate do apóstolo busca enriquecer os cristãos da plenitude da inteligência (mente de Cristo) “Por esta razão, nós também, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós, e de pedir que sejais cheios do conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e inteligência espiritual” ( Cl 1:9 ). Além de pedir a Deus que eles fossem cheios do conhecimento da sua vontade, Paulo também combatia para que eles fossem enriquecidos!

Em momento algum Paulo promete riquezas materiais aos cristãos, antes ele lutava para que os cristãos fossem abastados do conhecimento pleno da vontade de Deus.

O objetivo de Paulo também está expresso aos Filipenses "Somente deveis portar-vos dignamente conforme o evangelho de Cristo, para que, quer vá e vos veja, quer esteja ausente, ouça acerca de vós que estais num mesmo espírito, combatendo juntamente com o mesmo ânimo pela fé do evangelho" ( Fl 1:27 ).

A carta foi escrita com o intuito de demonstrar que:

1. O apóstolo Paulo estava alegre em poder sofrer em prol dos cristãos ( Cl 1:24 );

2. Que ele foi feito ministro do evangelho segundo Deus ( Cl 1:5 );

3. O mistério de Deus possui riquezas ( Cl 1:7 );

4. O serviço do apóstolo era anunciar, admoestar e ensinar a todos os homens ( Cl 1:28 );

5. Paulo cumpria o seu ministério demonstrando Cristo aos homens, o mistério revelado, em quem está todos os tesouros.

 

3 Em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência.

Em Cristo está escondido todos os tesouros da sabedoria e da ciência, ou seja, se o cristão prosseguir em conhecer a Cristo, alcançará a plenitude da inteligência espiritual.

Enquanto muitos tinha a lei como um tipo de 'ciência' e de verdade, Cristo é quem revela todos os tesouros da sabedoria e ciência.

 

4 E digo isto, para que ninguém vos engane com palavras persuasivas.

Paulo demonstra o seu cuidado ao ser franco com os seus leitores. Eles precisavam de conhecimento espiritual para que ninguém pudesse enganá-los com palavras persuasivas.

Paulo aponta aos seus leitores que a falta de conhecimento pode deixar os cristãos suscetíveis a investidas dos falsos profetas, falsos apóstolos, falsos mestres, etc "Ninguém vos engane com palavras vãs, pois por estas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência" ( Ef 5:6 ).

 

5 Porque, ainda que esteja ausente quanto ao corpo, contudo, em espírito estou convosco, regozijando-me e vendo a vossa ordem e a firmeza da vossa fé em Cristo.

Mesmo não os tendo visto pessoalmente, Paulo demonstra que estava vinculado a eles em espírito, o que motivava o cuidado e a alegria do apóstolo ( 1Co 12:13 ). Paulo estava alegre em saber de Epafras que os irmãos de Colossos eram dedicados e firmes na fé em Cristo.

 

 

Viver e Andar em Espírito

6 Como, pois, recebestes o Senhor Jesus Cristo, assim também andai nele,

Este versículo arremata a idéia do versículo anterior e o complementa.

Para uma melhor interpretação dos escritos das cartas de Paulo, faz-se necessário que o leitor observe todos os pronomes, as conjunções, os conectivos, etc.

Observe este versículo como exemplo.

“Como, pois, recebestes....” ou, “Portanto, assim como recebestes...” refere-se a uma conjunção conclusiva. Com base em elementos apresentados no versículo anterior, Paulo conclui a ideia e apresenta um novo elemento:

Dados anteriores: “...da vossa fé em Cristo” – A fé é a maneira pela qual recebemos a Cristo, ou antes, somos recebidos por Ele.

Conclusão: “...recebestes o Senhor Jesus Cristo...” receberam a Cristo, ou antes, foram recebidos por Ele por meio da fé.

Nova ideia: “...assim também andai nele,...” O apóstolo concita aqueles que foram recebidos por Cristo a que andassem nele! Como? Por meio da fé!

Observe que ‘também’ é uma locução conjuntiva aditiva enfática, ou seja, o termo da oração ‘também’ refere-se a um elemento anterior: a fé. Da mesma forma que por meio da fé os cristãos haviam recebido a Cristo, também, por meio da fé, deveriam andar em Cristo ( Cl 1:10 ).

A ideia deste versículo ecoa por quase todas as carta de Paulo:

"Como, pois, recebestes o Senhor Jesus Cristo, assim também andai nele" (v. 6), contém a mesma ideia expressa aos Gálatas: "Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito" ( Gl 5:25 ).

Aquele que recebe a Cristo, passa a viver no Espírito, e quem recebeu a Cristo, deve andar nele ou andar no Espírito.

Um resumo claro desta verdade encontra-se na carta aos Efésios: "Pois outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor. Andai como filhos da luz" ( Ef 5:8 ).

 

7 Arraigados e edificados nele, e confirmados na fé, assim como fostes ensinados, abundando em ação de graças.

Eles deveriam andar arraigados e edificados em Cristo.

Este versículo não apresenta todos os elementos sobre como andar em Cristo. Para isso necessitamos de outras cartas para melhor definir o que é andar em Cristo “Se vivemos em Espírito, andemos também em Espírito” ( Gl 5:25 ).

Enquanto 'viver no Espírito' fala da nova vida adquirida por meio de Cristo, o 'andar em Espírito' fala de questões comportamentais pertinentes àqueles que são recebidos por filhos de Deus. Este conceito é melhor abordado no comentário a Carta de Paulo aos Gálatas.

“Por isso não deixarei de exortar-vos sempre acerca destas coisas, ainda que bem as saibais, e estejais confirmados na presente verdade” ( 2Pd 1:12 ). Os cristãos deveriam estar confirmados na fé, ou seja, na presente verdade.

Eles não deveriam demover daquilo que foram ensinados, sendo sempre agradecidos a Deus.

 

8 Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo;

O contexto muda para exortação.

‘Tende cuidado’ – Esta exortação tem muito a dizer! Por que há a necessidade de cuidado? O que ocorre se alguém for feito presa de outrem? Como o apóstolo apresenta um cuidado a ser observado, isto demonstra há riscos em um cristão tornar-se presa de outrem.

Paulo aponta dois tipos de argumentação que poderá levar os cristãos a serem presas se não tiverem o devido cuidado: filosofia e vãs sutilezas.

Para o apóstolo, a filosofia é segundo a tradição dos homens, ou segundo os princípios pertinentes ao mundo. Tais princípios poderiam ser introduzidos sutilmente no seio da igreja local, comprometendo os seus integrantes. Vemos este perigo quando falsos cristãos tentam conciliar filosofia oriental com o evangelho de Cristo.

Paulo procurou divisar 'tradições dos homens' de 'rudimentos do mundo' é que produzem a filosofia humana. Não há mal naquilo que a tradição humana produz, no entanto, se o homem pensa que conhecerá Deus ou que pode alcançar a salvação por meio dela, ai sim, estará completamente enfatuado em sua mente carnal.

Já com relação às coisas pertinentes a salvação, é segundo Cristo, mistério de Deus revelado aos homens. Só através da revelação divina podemos conhecer a Deus, e Cristo nos revelou o Pai.

 

9 Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade;

Paulo retoma a ideia do versículo seis “Como, pois, recebestes o Senhor Jesus (...) Porque nele habita corporalmente a plenitude da divindade”, conforme foi exposto nos versículos 15 a 22 do capitulo 1.

 

10 E estais perfeitos nele, que é a cabeça de todo o principado e potestade;

Por meio de filosofias e vãs sutilizas alguém estava prometendo aos cristãos algo que não era segundo Cristo. Mas Paulo demonstra que 'em Cristo' os cristãos já eram perfeitos. Eles estavam oferecendo algo, segundo a tradição dos homens e segundo os rudimentos do mundo que auxiliasse os cristãos a chegarem o mais próximo da perfeição.

Paulo demonstra que em Cristo eles já eram perfeitos, e, portanto, não precisavam daqueles ensinamentos.

 

11 No qual também estais circunc



idados com a circuncisão não feita por mão no despojo do corpo da carne, a circuncisão de Cristo;

O apóstolo Paulo passa a demonstrar a perfeição alcançada em Cristo, que é a cabeça de todo principado e potestade.

O primeiro elemento da perfeição a se considerar: a circuncisão de Cristo.

Enquanto a circuncisão de Moisés era feita por meio de mãos de homens, a circuncisão de Cristo não é operada por mãos humanas.

Em Cristo eles foram circuncidados com uma circuncisão que despojou toda a carne, e não só o prepúcio. A circuncisão de Cristo é perfeita, pois se ocupa com toda a carne, e não só com aspectos cerimoniais da lei.

A circuncisão de Cristo é perfeita, pois pode alcançar tanto homens quanto as mulheres; gregos e romanos; escravos e livres, etc. Em Cristo podemos cumprir o que determina a lei:

“Circuncidai, pois, o prepúcio do vosso coração, e não mais endureçais a vossa cerviz” ( Dt 10:16 );

“Circuncidai-vos ao SENHOR, e tirai os prepúcios do vosso coração, ó homens de Judá e habitantes de Jerusalém, para que o meu furor não venha a sair como fogo, e arda de modo que não haja quem o apague, por causa da malícia das vossas obras” ( Jr 4:4 ).

 

12 Sepultados com ele no batismo, nele também ressuscitastes pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dentre os mortos.

O segundo elemento da perfeição em Cristo é: sepultados com Cristo no batismo, ou seja, o batismo representa aquilo que o cristão alcança pela fé. Da mesma forma que se é sepultado em Cristo, o cristão ressurge TAMBÉM nele, por meio da fé em Deus, que ressuscitou a Cristo dentre os mortos.

 

13 E, quando vós estáveis mortos nos pecados, e na incircuncisão da vossa carne, vos vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as ofensas,

O que Deus operou não podia ser ignorado. Quando se estava morto em pecado e na incircuncisão da carne, ou seja, a carne estava viva segundo o pecado, Deus vivificou os que creram na mensagem do evangelho juntamente com Cristo, e perdoou todas as ofensas.

Tudo o que Deus operou nos cristão deixou-os perfeitos como perfeito é o último Adão. Os cristãos passaram a ser participantes da natureza de Cristo ( 2Pe 1:4 ).

 

14 Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz.

Havia uma dívida que o homem não podia pagar, e Deus a riscou. Paulo refere-se a lei, que além de tornar evidente a condição pecaminosa do homem, também o deixou com uma dívida por não conseguir cumprir as ordenanças “...desfazendo na sua carne a lei dos mandamentos...” ( Ef 2:14 -15).

A lei é nomeada de ‘escrito de dívida’, isto por causa da obrigação de cumpri-la integralmente para que o homem pudesse viver por meio dela. A divida foi anulada quando cravada na cruz.

 

15 E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo.

Por meio do ato descrito anteriormente, Deus tomou o que era de valor para os principados e potestades. Ao riscar a cédula, ou ao tirar a lei, Deus retirou, ou seja, despojou os principados e potestades daquilo que dava força ao pecado e a lei.

Os principados e potestades neste versículo referem-se as hostes espirituais da maldade, conforme a carta de Paulo aos Efésios “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais” ( Ef 6:12 ). Diferente do que é exposto em ( Tt 3:1 ).

 

16 Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados,

Conclui-se: se os cristãos eram perfeitos em Cristo, ninguém podia assumir a condição de juízes, ou seja, que ninguém vós julgue!

A ninguém é dada a autonomia de julgar o que os cristãos comem, bebem, festejam, comemoram, etc. A ninguém é dado julgar os servos e Deus por causa de dias de festas, ou dias de luas, ou de sábados.

A bíblia apresenta alguns motivos:

a) receberemos o louvor de Deus, e não de homem algum ( 1Co 4:5 );

b) Deus recebeu a todos ( Rm 14:3 );

c) Não se pode julgar o servo alheio ( Rm 14:4 );

d) Cada um deve estar seguro em sua própria mente ( Rm 14:5 ); etc.

 

17 Que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo.

Cada elemento que a lei apresentava acerca das comidas, das bebidas, das festas, dos dias, dos sábados e luas, apenas apontavam para elementos futuros, não sendo a imagem exata das coisas “Porque tendo a lei a sombra dos bens futuros, e não a imagem exata das coisas, nunca, pelos mesmos sacrifícios que continuamente se oferecem cada ano, pode aperfeiçoar os que a eles se chegam” ( Hb 10:1 ).

Os elementos que a lei apresenta são para cuidados do corpo (comer, beber, festas, descansos, etc), só que o corpo (igreja) pertence a Cristo.

Segue-se que o corpo de Cristo é prefeito, pois ele tem cuidado de todos vós ( 1Pe 5:7 ).

 

 

Regras de Homens

18 Ninguém vos domine a seu bel-prazer com pretexto de humildade e culto dos anjos, envolvendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão,

O apósotlo Paulo ordena: ninguém vos domine! Quando o apóstolo Paulo disse ninguém, é ninguém mesmo. Não há exceção!

Qualquer um que venha com teorias e idéias que estabeleça algum domínio sobre o cristão, e o apóstolo dá exemplo, deve ser descartado. Os judaizantes se apresentavam sob a roupagem de uma pretensa humildade dizendo-se sujeitos a lei e mascaravam as suas doutrinas sob o pretexto de reverencia aos profetas (culto aos anjos); estabelecem o domínio sobre os outros alegando terem visões, no entanto, estes possuem uma mente carnal.

A compreensão destas pessoas que tende a dominar os outros cristãos é segundo um entendimento carnal, seguem enfatuado segundo os rudimentos do mundo e segundo as tradições dos homens.

Para estabelecer este tipo de domínio eles procuram demonstrar que ainda falta alguma coisa para se alcançar a perfeição. Para isso faz-se necessário privar o cristão daquilo que já possui, mas ninguém pode privar o cristão daquilo que já recebeu em Cristo: somos perfeitos, pois recebemos a plenitude em Cristo.

 

19 E não ligado à cabeça, da qual todo o corpo, provido e organizado pelas juntas e ligaduras, vai crescendo em aumento de Deus.

Aquele que está de posse de uma compreensão carnal não está ligado à cabeça, que é Cristo. De Cristo todo o corpo cresce em aumento de Deus. Observe que o corpo de Cristo cresce provido e organizado por juntas e ligaduras. Esta forma de ilustrar as verdades bíblicas é bem utilizada nesta carta e na carta de Efésios.

Enquanto a carta aos Gálatas possui várias citações do antigo testamento, esta não apresenta nenhuma citação direta.

 

20 Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como:

Paulo chama os cristãos à responsabilidade: estais mortos quanto aos rudimentos do mundo e por que ainda se submetiam a ordenanças da lei? Se eles estavam se submetendo a lei, isto significava que ainda se comportavam como se vivessem no mundo.

 

21 Não toques, não proves, não manuseies?

O cristão não pode ser sobrecarregado de ordenanças como se dependesse delas para viver para Deus. O homem vive para Deus segundo a sua palavra, e não segundo aquilo que pretensos juízes estipulam para a vida do próximo.

Se alguém acredita que terá vida em Deus simplesmente porque não toca certas coisas, ou porque não prova certos alimentos e prazeres, ou porque não manuseia certos objetos, está completamente enfatuado em sua mente carnal.

 

22 As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens;

A filosofia demonstra que tudo que há em baixo dos céus perece pelo uso, e por que alguns ainda estabelecem regras firmadas nestes princípios humanos?

 

23 As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne.

As regras e as doutrinas dos homens possuem aparência, mas não são efetivas para o que se pretende. Parece sabedoria, apresenta uma devoção voluntária, aparenta humildade, parece que o homem está disciplinando o corpo, mas todas estas coisas só conseguem satisfazer a carne, o próprio ego humano.

Muitos querem por meio do jejum ‘alcançar’ uma ‘espiritualidade’, mas o ser espiritual só é possível em Cristo por meio da fé. Só é possível ser espiritual quando nascemos de Deus, e não da vontade do homem.

Alguns procuram disciplinar o corpo como forma de se crescer ‘espiritualmente’, como muitas religiões a pregoam: os espíritas afirmam que podemos alcançar a condição de espíritos elevados; os budistas acreditam que podem alcançar um estágio de perfeição espiritual; as religiões orientais apregoam que é possível ao homem, por meio de uma disciplina rígida e de meditações alcançar a ‘espiritualidade’.

Mas não é assim o evangelho de Cristo. Não adianta ter uma devoção voluntária, antes é necessário nascer de novo. Como exemplo temos Nadabe e Abiu que voluntariamente foram oferecer incenso “E os filhos de Arão, Nadabe e Abiú, tomaram cada um o seu incensário e puseram neles fogo, e colocaram incenso sobre ele, e ofereceram fogo estranho perante o SENHOR, o que não lhes ordenara” ( Lv 10:1 ).

Davi voluntariamente foi buscar a arca da aliança, e a forma com que estavam conduzindo a arca não foi aceito por Deus ( 2Sm 6:2 -9). Não é desta voluntariedade que Deus faz referência.

A voluntariedade do cristão é segundo o que pediu o salmista: “Torna a dar-me a alegria da tua salvação, e sustém-me com um espírito voluntário” ( Sl 51:12 ). Um espírito voluntário depende de Deus, que o sustêm.

O crescimento que é factível ao cristão é o crescer na graça e no conhecimento conforme assevera o apóstolo Pedro “Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém” ( 2Pe 3:18 ).

A aparência de humildade, a disciplina com relação ao corpo físico, a devoção como o celibato, tem aparência de sabedoria, mas não satisfaz o que Jesus disse a Nicodemos: todo homem necessariamente precisa nascer de novo.


postador por: Claudio F. Crispim

Nasceu em Mato Grosso do Sul, Nova Andradina, em 1973. Aos 2 anos, sua família mudou-se para São Paulo, onde vive até hoje. O pai ‘in memória’ exerceu o oficio de motorista de ônibus coletivo e a mãe comerciante, ambos evangélicos. Claudio Crispim cursou o Bacharelado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública na Academia de Policia Militar do Barro Branco e, desde 2004 exerce a função de Tenente da Policia Militar do Estado de São Paulo. É casado com Jussara e é pai de dois filhos, Larissa e Vinícius. É articulista do Portal Estudo Bíblico (www.estudobiblico.org), com mais de 200 artigos publicados e distribuídos gratuitamente na web.

Create Account



o que você procura ?