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Home Salmos e Cânticos Salmo 27 - Confiança em Deus

Salmo 27 - Confiança em Deus

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1 O SENHOR é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O SENHOR é a força da minha vida; de quem me recearei?
2 Quando os malvados, meus adversários e meus inimigos, se chegaram contra mim, para comerem as minhas carnes, tropeçaram e caíram.
3 Ainda que um exército me cercasse, o meu coração não temeria; ainda que a guerra se levantasse contra mim, nisto confiaria.

Não resta alternativa no cântico do salmista: a quem temer, se o Senhor é luz e salvação? Há algo ou alguém a temer?

O Senhor é o caminho que conduz à salvação. Ele é a luz que proporciona um comportamento livre de escândalo "Aquele que ama a seu irmão está na luz, e nele não há escândalo" (I João 2: 10).

Perceba a relação que há entre 'caminho' e 'viver em Espírito', 'luz' e 'andar no Espírito'. Quem vive no Espírito é porque entrou pela porta estreita, que é Cristo, e passou a trilhar o caminho que conduz à salvação (Mateus 7: 13).

A recomendação de Paulo para os que trilham o caminho que conduz à salvação é: andai também no Espírito (Gálatas 5: 25), ou seja, agora que os cristãos eram filhos da luz, deviam andar como filhos da luz."Porque noutro tempo éreis trevas, mas agora sois luz no SENHOR; andai como filhos da luz" (Efésios 5: 8).

Quem anda na luz pauta o seu comportamento pela comunhão com os seus irmãos e semelhantes "Mas, se andarmos na luz, como ele na luz está, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo, seu Filho, nos purifica de todo o pecado" (I João 1: 7).

Portanto, como temer, se Deus é o caminho (salvação), e a luz (lâmpada para os pés) para os que nele esperam.

Novamente o salmista reafirma a idéia da questão abordada: Deus é poder, ou seja, a força da vida do salmista (v. 1).

A investida dos inimigos é inócua, uma vez que, todos os malvados inimigos tropeçaram e caíram quando investiram contra o salmista. A investida dos inimigos e adversários representam o pior que poderia acontecer a um rei, porém, diante do poder do Senhor todos os receios do salmista desapareceram.

Novamente o salmista aponta para o que seria o maior receio de um rei, e reafirma a sua confiança em Deus (v. 3). Diante de exércitos o coração do salmista não temia. Diante da guerra, ele confiava em Deus. Para os inimigos um quadro cômico: tropeçam e caem.

Ainda que exércitos, guerras, adversários e inimigos se levantem, nisto ele confiaria: "O SENHOR é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O SENHOR é a força da minha vida; de quem me recearei?" (v. 1).

 

4 Uma coisa pedi ao SENHOR, e a buscarei: que possa morar na casa do SENHOR todos os dias da minha vida, para contemplar a formosura do SENHOR, e inquirir no seu templo.

Qualquer rei pagão pediria ao seu deus livramento dos seus inimigos. O salmista, por confiar em Deus, pede uma única coisa: '...que possa morar na casa do Senhor...' (v. 4). A confiança em Deus faz com que o comportamento dos pagãos seja diferente dos crentes.

Por que o salmista pediu ao Senhor e buscou morar na casa do Senhor TODOS os dias da sua vida? Por que o salmista não buscou ser livre dos inimigos? Porque ele desejava contemplar a formosura de Deus, aprendendo no seu templo.

A formosura que o salmista desejava contemplar e queria aprender é acerca dos atributos de Deus, como a bondade, a misericórdia, o amor, a justiça, etc (v. 4).

 

5 Porque no dia da adversidade me esconderá no seu pavilhão; no oculto do seu tabernáculo me esconderá; por-me-á sobre uma rocha.
6 Também agora a minha cabeça será exaltada sobre os meus inimigos que estão em redor de mim; por isso oferecerei sacrifício de júbilo no seu tabernáculo; cantarei, sim, cantarei louvores ao SENHOR.

Por que a preocupação do salmista não é com os inimigos, e sim com o Senhor? Porque é o Senhor que na adversidade haverá de esconder o salmista no seu abrigo (pavilhão). No lugar oculto da própria casa de Deus (tabernáculo) o salmista seria acolhido e escondido da adversidade. Estar escondido no abrigo de Deus é estar sobre a rocha. É estar seguro (v. 5).

Também será no dia da adversidade que Deus dará livramento ao salmista, uma vez que a sua 'cabeça' será exaltada acima dos seus inimigos. Enquanto o salmista permaneceria de pé no dia da adversidade, os seus inimigos tropeçariam e cairiam.

Enquanto quem não tem um conhecimento apurado de Deus procura oferecer novilhos, bois, etc., o salmista diante do livramento do Senhor propõe oferecer sacrifício de júbilo (louvor) na presença de Deus (no tabernáculo).

O salmista propõe cantar ao Senhor louvores, pois este é o sacrifício que Deus se agrada. Observe que o escritor ao Hebreus reafirma esta idéia: "Portanto, ofereçamos sempre por ele a Deus sacrifício de louvor, isto é, o fruto dos lábios que confessam o seu nome" (Hebreus 13: 15).

O sacrifício de louvor ou de júbilo é o professar o nome do Senhor. Quando o homem professa a Deus, o salvador, Ele realiza a sua obra, criando o fruto dos lábios: "Eu crio os frutos dos lábios: paz, paz, para o que está longe; e para o que está perto, diz o SENHOR, e eu o sararei" (Isaías 57: 19).

A mensagem do evangelho é anuncio de paz entre Deus e os homens. Todas as chagas do pecado (sara) daqueles que 'olharem' ou 'invocarem' a Deus serão saradas. No evangelho está contido o poder de Deus que cria o fruto dos lábios.

Quando o homem professa a Cristo como salvador conforme o evangelho da graça, a paz entre Deus e os homem é firmada. Ele sara o homem de todas as chagas do pecado, ou seja,a parede de separação é removida. Com base naquilo que Deus realiza, o homem passa a professar a maravilhosa graça de Deus, que é o fruto dos lábios.

É porque Deus realiza a sua maravilhosa obra que há motivo de louvor, e não o contrário. Não é porque o homem louva que Deus realizará a sua obra. Antes, é porque Deus realizou a sua obra "Eu crio..." (Isaias 57: 19), que o homem tem motivo para louvar: '...paz para os que está longe...', o fruto dos lábios que professam a Cristo.

Quem professa a Cristo anuncia a paz de Deus aos homens que estão longe, e ao mesmo tempo rede sacrifícios de louvor a Deus pela sua obra realizada (v. 6).

 

7 Ouve, SENHOR, a minha voz quando clamo; tem também piedade de mim, e responde-me.
8 Quando tu disseste: Buscai o meu rosto; o meu coração disse a ti: O teu rosto, SENHOR, buscarei.
9 Não escondas de mim a tua face, não rejeites ao teu servo com ira; tu foste a minha ajuda, não me deixes nem me desampares, ó Deus da minha salvação.
10 Porque, quando meu pai e minha mãe me desampararem, o SENHOR me recolherá.

 

O salmista espera ser ouvido por Deus, e que a resposta divina seja segundo à piedade.

A busca do salmista é segundo a palavra de Deus, e não segundo a sua própria concepção. Foi o Senhor quem disse: "Buscai o meu rosto" por intermédio de Davi "Buscai ao SENHOR e a sua força; buscai a sua face continuamente" (I Crônicas 16: 11), e o homem deve buscar a presença de Deus, e não as coisas deste mundo (v. 8).

O salmista pede para Deus não esconder a sua face, pois ele sabia que os que não buscam a Deus são filhos da perversidade e da mentira. Porém, Deus olhará para aqueles que O buscam, pois são geração do Senhor (Salmos 24: 6) "E disse: Esconderei o meu rosto deles, verei qual será o seu fim; porque são geração perversa, filhos em quem não há lealdade" (Deuteronômio 32: 20).

Somente conhecem a Deus (vêem o seu rosto) aqueles que são nascidos dele (geração), pois uma é a geração dos ímpios, os descendentes de Adão, e outra a geração dos que buscam a Deus, os filhos do último Adão (Cristo).

Ante a impossibilidade do salmista Deus é a ajuda. A presença do Senhor é o motivo de vitória, pois Ele é salvação (v. 9). Os pais representam acolhimento e proteção, porém, quando a esperança de proteção e acolhimento deste mundo falharem, Deus há de acolher o salmista.

 

11 Ensina-me, SENHOR, o teu caminho, e guia-me pela vereda direita, por causa dos meus inimigos.
12 Não me entregues à vontade dos meus adversários; pois se levantaram falsas testemunhas contra mim, e os que respiram crueldade.

O homem por si só não consegue descobrir qual é o caminho de Deus, antes precisa ser ensinado por Deus. É por isso que Deus se fez carne e habitou entre os homens, para ensinar os pecadores qual é o caminho que devem escolher (Salmo 25: 12).

É o Senhor que ensina e guia o homem pela vereda direita. Ora, os homens nascidos segundo a descendência de Adão, ao nascerem entraram por uma porta larga que dá acesso a um caminho largo que conduz à perdição, porém, para ter acesso ao caminho do Senhor é preciso nascer de novo, nascer da água (palavra) e do Espírito.

Àquele que aprende do Senhor, que é humilde e manso de coração, é de novo gerado segundo Deus, em verdadeira justiça e santidade. Ao entrar por Cristo, a porta estreita, terá acesso ao caminho apertado que conduz à vida (Mateus 7: 13- 14).

O salmista espera em Deus que não seja entregue aos seus adversários, que se utilizam de falsas testemunhas para sustentarem as suas inverdades (v. 11).

 

13 Pereceria sem dúvida, se não cresse que veria a bondade do SENHOR na terra dos viventes.
14 Espera no SENHOR, anima-te, e ele fortalecerá o teu coração; espera, pois, no SENHOR.

 

O salmista reafirma a sua posição inicial de confiança em Deus. Não restava dúvida ao salmista: se acaso ele não depositasse confiança em Deus, certo era que pereceria "O SENHOR é a minha luz e a minha salvação; a quem temerei? O SENHOR é a força da minha vida; de quem me recearei?" (v. 1).

A confiança do homem advêm da fidelidade e bondade do Senhor. A salvação de Deus é para hoje, ou seja, para aqueles que habitam a terra dos viventes.

Com base na fidelidade de Deus e em tudo que o salmista experimentou, ele recomenda: "Espera no Senhor, anima-te, e ele fortalecerá o teu coração; espera, pois, no Senhor" (v. 14). Esperar e confiar compete ao homem com base na fidelidade e bondade do Senhor, porém, é Ele que fortalece segundo a força do seu poder.

Tags: deus, não, para, quem, senhor, homem, salmista, minha
Última atualização ( Ter, 07 de Outubro de 2008 11:59 )  

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Ed 7:6

"Este Esdras subiu de Babilônia; e era escriba hábil na lei de Moisés, que o SENHOR Deus de Israel tinha dado; e, segundo a mão do SENHOR seu Deus, que estava sobre ele, o rei lhe deu tudo quanto lhe pedira. "


Ex 6:7

"E eu vos tomarei por meu povo, e serei vosso Deus; e sabereis que eu sou o SENHOR vosso Deus, que vos tiro de debaixo das cargas dos egípcios; "



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