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Salmo 40 – Deus inclina-se para atender o seu Servo

E, por que o deleite (comida) do Messias seria fazer a vontade do Pai? Porque Ele voluntariamente buscou a verdade e a fez estar unida ao seu coração! Cristo é a verdade, o Verbo de Deus encarnado, a luz dos homens, o homem humilde e manso de coração, pois não buscou fazer a sua própria vontade "Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma. Como ouço, assim julgo; e o meu juízo é justo, porque não busco a minha vontade, mas a vontade do Pai que me enviou" ( Jo 5:30 ; Sl 38:13 -14 ; Mt 11:29 ).

O escritor aos Hebreus dá um parâmetro seguro a seguir quando demonstra que o Salmo 40 faz referência a Cristo, que se despiu da sua glória e foi introduzido no mundo “Por isso, entrando no mundo, diz: Sacrifício e oferta não quiseste, mas corpo me preparaste; Holocaustos e oblações pelo pecado não te agradaram. Então disse: Eis aqui venho (No princípio do livro está escrito de mim), Para fazer, ó Deus, a tua vontade” ( Hb 10:5 -7 ; Sl 40:6 -8).

Quem entrou no mundo? Certamente não foi o salmista e rei Davi, porque para entrar no mundo é necessário ser pré-existente e o único pré-existente foi o Verbo de Deus - Cristo.

Sabendo que os salmos são profecias ( 1Cr 25:1 ), e que eles fazem referência a pessoa de Cristo ( Lc 24:44 ), deve-se analisar todo o texto do Salmo 40 comparando com a pessoa e vida de Cristo ( Jo 5:39 ; Sl 40:7 ), pois os profetas não profetizam acerca de si mesmo, antes apontavam para o Messias “E, respondendo o eunuco a Filipe, disse: Rogo-te, de quem diz isto o profeta? De si mesmo, ou de algum outro?” ( At 8:34 ).

O período das previsões dos salmistas varia muito, pois os salmos foram escritos em um lapso temporal de aproximadamente um milênio, desde a data aproximada de 1440 a.C., quando houve o êxodo dos Israelitas do Egito até o cativeiro babilônico. Através das profecias têm-se uma visão do que significa a onisciência de Deus, porém, os salmos fixam-se na pessoa do Cristo, o Filho de Davi.

 

1 ESPEREI com paciência no SENHOR, e ele se inclinou para mim, e ouviu o meu clamor. 2 Tirou-me dum lago horrível, dum charco de lodo, pôs os meus pés sobre uma rocha, firmou os meus passos. 3 E pôs um novo cântico na minha boca, um hino ao nosso Deus; muitos o verão, e temerão, e confiarão no SENHOR. 4 Bem-aventurado o homem que põe no SENHOR a sua confiança, e que não respeita os soberbos nem os que se desviam para a mentira. 5 Muitas são, SENHOR meu Deus, as maravilhas que tens operado para conosco, e os teus pensamentos não se podem contar diante de ti; se eu os quisera anunciar, e deles falar, são mais do que se podem contar.

 

Quem esperou pacientemente no Senhor? O salmista Davi? Não! Quem aguardou confiando no Senhor foi o Servo do Senhor, o Messias.

Esperar pacientemente é o mesmo que confiar, descansar, e Cristo sabia que seria ouvido prontamente sempre, mesmo diante das agruras que antecedia a Sua morte "Ou pensas tu que eu não poderia agora orar a meu Pai, e que ele não me daria mais de doze legiões de anjos?" ( Mt 26:53 ). Apesar de estar à mão a possibilidade de rogar ao Pai que o livrasse do cálice, Cristo foi obediente até a morte, e morte de cruz. Na obediência de Cristo vê-se que ele foi perseverante, e o pai fiel a sua palavra. 

O pedido de Cristo sempre foi segundo a vontade do Pai, pois Ele não rogou que o livrasse da morte física, antes que, mesmo na morte guardasse sua alma em segurança. Neste sentido Deus inclinou-se e ouviu o clamor do seu Filho "Guarda a minha alma, pois sou santo: ó Deus meu, salva o teu servo, que em ti confia" ( Sl 86:2 ).

Deus inclinou-se e ouviu o clamor do seu Filho! O profeta narra a ação de Deus em favor de Cristo na perspectiva do próprio Cristo, pois tudo é descrito na primeira pessoa: - 'Ele inclinou-se para mim'! Temos neste verso estampado a perspectiva de Cristo que percebeu que o Pai inclinou-se para atendê-lo.

Mas, por que Cristo teve que esperar? Por que não foi atendido de pronto? Por causa do tempo estabelecido pelo Pai, conforme se lê: “Assim diz o SENHOR: No tempo aceitável te ouvi e no dia da salvação te ajudei, e te guardarei, e te darei por aliança do povo, para restaurares a terra, e dar-lhes em herança as herdades assolada” ( Is 49:8 ).

O Salmo 22, no verso 24, temos o salmista apresentado o motivo pelo qual o Filho clamaria ao Pai: o momento de aflição “Porque não desprezou nem abominou a aflição do aflito, nem escondeu dele o seu rosto; antes, quando ele clamou, o ouviu” ( Sl 22:24 ; Mc 14:32 -36).

A situação do Messias no momento de angustia, pavor, é descrito como quando alguém está em uma fossa mortal, um buraco repleto de lama porém, a ação salvadora do Pai o transfere para uma condição descrita como uma rocha onde os passos não vacilam, são firmes (v. 2 ; Sl 56:13 ).

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