Estudos Biblicos

Guardei a fé

postador por: Claudio F. Crispim
28 Jun 2016
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Compete ao crente em Cristo manter inalterada a palavra do evangelho, ou seja, conservar o modelo das sãs palavras que ouviu. Da mesma forma que Cristo, o crente não pode anunciar nada de si mesmo, ou seja, suas próprias conjecturas, impressões, sentimentos, achismos, etc., antes, deve anunciar o evangelho como anunciado pelos profetas e apóstolos (Ef 2:20).


"Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé" (2 Timóteo 4:7)

Neste esboço, reunimos os elementos indispensáveis em um sermão, que trate do tema ‘guardar a fé’.

Para expor o conteúdo desse versículo, o preletor necessitará, no mínimo, de sessenta (60) minutos.

Qual deve ser o objetivo do preletor ao abordar esse verso?

  1. Demonstrar qual é o bom combate dos cristãos;
  2. Que carreira tem fim, e;
  3. No que consiste guardar a ‘fé’.

 

Introdução

Após ler o versículo, que será a base para o tema da preleção (2 Tm 4:7), o expositor precisa deixar claro ao ouvinte em que situação o apóstolo Paulo fez essa declaração.

Para contextualizar o ouvinte, é necessário que o pregador explique, em linhas gerais, quem foi o apóstolo Paulo, antes de se converter a Cristo, e para isso, basta o testemunho do próprio apóstolo.

É imprescindível ao preletor, conhecer quem era Saulo, qual era a sua posição entre os judeus e romanos e a história da sua conversão.

“Circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; segundo a lei, fui fariseu; segundo o zelo, perseguidor da igreja, segundo a justiça que há na lei, irrepreensível” (Fl 3:5 -6).

"A mim, que dantes fui blasfemo e perseguidor e injurioso; mas, alcancei misericórdia, porque o fiz ignorantemente, na incredulidade" (1 Tm 1:13).

“Quanto a mim, sou judeu, nascido em Tarso da Cilícia e, nesta cidade, criado aos pés de Gamaliel, instruído conforme a verdade da lei de nossos pais, zeloso de Deus, como todos vós hoje sois. E persegui este caminho até à morte, prendendo e pondo em prisões, tanto homens, como mulheres, como também o sumo sacerdote me é testemunha e todo o conselho dos anciãos. E, recebendo destes cartas para os irmãos, fui a Damasco, para trazer manietados para Jerusalém, aqueles que ali estivessem, a fim de que fossem castigados” (At 22:3 -5; At 26:11).

"E respondeu o tribuno: Eu com grande soma de dinheiro alcancei este direito de cidadão. Paulo disse: Mas eu o sou de nascimento" (At 22:28).

Depois, se faz necessário explicar a importância do apóstolo Paulo para a igreja de Cristo, sendo suficiente o próprio testemunho do apóstolo Paulo:

"Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!" (1 Co 9:16).

"Além das coisas exteriores, me oprime cada dia o cuidado de todas as igrejas" (2 Co 11:28).

Mesmo sendo apóstolo, Paulo se apresentava como sujeito a Cristo, na condição de servo (Ef 1:1 e 3:7) e, para isso, entendia que evangelizar era uma obrigação (1 Co 9:16). Além de exercer o ministério de evangelista, o apóstolo Paulo ainda cuidava das igrejas locais (2 Co 11:2).

Vale destacar quem foi Timóteo, aquele que o apóstolo Paulo teve por cooperador (Rm 16:21) e nomeou de ‘verdadeiro filho’ na fé (1 Tm 1:2) e a quem remeteu duas cartas pastorais, instruindo como cuidar das igrejas.

“E chegou a Derbe e Listra. E eis que estava ali um certo discípulo, por nome Timóteo, filho de uma judia que era crente, mas de pai grego; do qual davam bom testemunho os irmãos que estavam em Listra e em Icônio. Paulo quis que este fosse com ele; e tomando-o, o circuncidou, por causa dos judeus que estavam naqueles lugares; porque todos sabiam que seu pai era grego” (At 16:1-3).

“No mesmo instante, os irmãos mandaram a Paulo que fosse até ao mar, mas Silas e Timóteo ficaram ali. E os que acompanhavam Paulo o levaram até Atenas, e, recebendo ordem para que Silas e Timóteo fossem ter com ele o mais depressa possível, partiram. E, enquanto Paulo os esperava em Atenas, o seu espírito se comovia em si mesmo, vendo a cidade tão entregue à idolatria” (At 17:14-16).

Timóteo acompanhou o apóstolo Paulo, desde a sua segunda viagem, até o cativeiro em Roma, cuidou da igreja em Éfeso (1 Tm 1:3) e subscreveu seis cartas do apóstolo do gentios.

Vale destacar que a segunda epístola a Timóteo foi escrita na prisão, na cidade de Roma, por volta do ano 67, após a morte de Cristo, pouco tempo antes do martírio do apóstolo dos gentios (2 Tm 1:8 e 16-17 e 2:9).

O verso que diz: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé” (2 Tm 4:7) resume a trajetória da vida cristã do apóstolo Paulo.

 

Qual é o bom combate?

O bom combate refere-se à defesa da verdade, contida na doutrina do evangelho! Essa defesa é um dever, como aponta o irmão Judas:

“Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência, acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos e exortar-vos a batalhar pela fé, que uma vez foi dada aos santos” (Jd 1:3).

Ao escrever aos Filipenses, o apóstolo Paulo deixa claro que foi posto para defender a mensagem do evangelho do ataque de homens réprobos de entendimento, que buscam transtornar em dissolução o evangelho:

“Mas outros, por amor, sabendo que fui posto para defesa do evangelho” (Fl 1:16).

Defender o evangelho, ou combater o bom combate, é manter inalterada a essência da doutrina do evangelho do ataque dos falsos irmãos, que podem ser falsos profetas ou anticristos.

"Conserva o modelo das sãs palavras que de mim tens ouvido, na fé e no amor que há em Cristo Jesus” (1 Tm 1:13).

“Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido” (2 Tm 3:14).

Compete ao crente em Cristo manter inalterada a palavra do evangelho, ou seja, conservar o modelo das sãs palavras que ouviu. Da mesma forma que Cristo, o crente não pode anunciar nada de si mesmo, ou seja, suas próprias conjecturas, impressões, sentimentos, achismos, etc., antes, deve anunciar o evangelho como anunciado pelos profetas e apóstolos (Ef 2:20).

“Porque eu não tenho falado de mim mesmo; mas o Pai, que me enviou, ele me deu mandamento sobre o que hei de dizer e sobre o que hei de falar. E sei que o seu mandamento é a vida eterna. Portanto, o que eu falo, falo-o como o Pai me tem dito” (Jo 12:49-50).

A mensagem do evangelho (boas novas) é segundo o anunciado pelos profetas, de que através do Descendente de Abraão seriam benditas todas as famílias da terra, pois, qualquer que o invocar, santificando como Senhor em seu coração, será salvo da condenação estabelecida no Éden, através da ofensa de Adão.

Segundo as Escrituras, o Cristo é Filho de Davi, com direito a se assentar sobre o trono de Israel e, igualmente, Filho de Deus, pela ressurreição dos mortos.

“PAULO, servo de Jesus Cristo, chamado para apóstolo, separado para o evangelho de Deus. O qual antes prometeu pelos seus profetas, nas santas escrituras, acerca de seu Filho, que nasceu da descendência de Davi, segundo a carne, declarado Filho de Deus em poder, segundo o Espírito de santificação, pela ressurreição dos mortos, Jesus Cristo, nosso Senhor” (Rm 1:1-4, 2 Sm 7:14).

Os falsos irmãos são aqueles que negam a eficácia do evangelho de Cristo, pois transtornam a verdade do evangelho, quando propõem que, para ser salvo, além de crer que Jesus é o Cristo, é imprescindível outras ações, como o circuncidar-se segundo as ordenanças de Moises (At 15:1).

Os da circuncisão (judaizantes) eram falsos irmãos, pois diziam que haviam crido em Cristo, mas que era necessário aos gentios portar-se segundo a lei de Moises: "O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo" (Gl 1:7).

"Porquanto, ouvimos que alguns, que saíram dentre nós, vos perturbaram com palavras e transtornaram as vossas almas, dizendo que deveis circuncidar-vos e guardar a lei, não lhes tendo nós dado mandamento" (At 15:24).

A proposta dos falsos irmãos tem aparência de evangelho, porém, nega a eficácia do sacrifício de Cristo, quando se ocupa de questões como alimentos, vestimentas, festas, genealogias, etc. Suas pregações têm por base visões, misticismos, culto voluntário, ascetismo, sob o argumento de humildade e reverência aos profetas (culto aos anjos): "Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te" (2 Tm 3:5, Cl 2:18).

A defesa do evangelho visa proteger aos cristãos do engano que há em filosofias e vãs sutilezas, decorrentes da tradição dos homens (2 Tm 4:4). O evangelho de Cristo não pode ser confundido com questões de ordem comportamental, como se fosse um código de conduta moral ou esperança para as questões socioeconômicas da humanidade. Dessas questões, surgem doutrinas várias e estranhas que podem envolver e prender o cristão (Hb 13:9).

O embate do cristão não é contra a carne e sangue, ou seja, não tem por alvo um povo ou, uma nação (Ef 6:12). Na verdade, o embate se dá contra doutrinas de homens alienados da verdade do evangelho (2Tm 3:8).

Em defesa do evangelho, há o embate contra o espírito do anticristo, homens que negam que Jesus veio em carne ou, que Ele é o Verbo de Deus ou, que ressuscitou dentre os mortos ou, que tenha morrido de fato. A mensagem do anticristo também contempla aqueles que afirmam que Jesus é um anjo ou, que Ele era somente um profeta, etc.

O ataque do anticristo não é sutil, porém, é ferrenho, pois ataca questões basilares da doutrina do evangelho e tais mensagens surgiram já à época dos apóstolos (1 Jo 4:1-3).

O preletor deve ter em mente que o evangelho de Cristo é um mandamento: crer que Jesus é o Cristo (1 Jo 3:23;



Jo 12:50). Ora, cada qual não pode crer à sua própria maneira, antes deve crer, segundo o testemunho das Escrituras, para que, do interior do crente, flua rios de água viva.

“E no último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu interior” (Jo 7:37-38);

"Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna e são elas que de mim testificam" (Jo 5:39).

A disposição de um crente em Cristo deve ser portar-se de modo digno do evangelho, estar em um mesmo espírito (evangelho) e combatendo com o mesmo ânimo pela verdade (fé) do evangelho.

"Somente deveis portar-vos dignamente, conforme o evangelho de Cristo, para que, quer vá e vos veja, quer esteja ausente, ouça acerca de vós, que estais num mesmo espírito, combatendo, juntamente, com o mesmo ânimo pela fé do evangelho" (Fl 1:27).

 

Acabei a carreira

Além do apóstolo Paulo, temos nas Escrituras o testemunho do mesmo apóstolo, registrado por Lucas, acerca do ministério de João Batista:

"Mas João, quando completava a carreira, disse: Quem pensais vós que eu sou? Eu não sou o Cristo; mas, eis que, após mim, vem aquele a quem não sou digno de desatar as alparcas dos pés" (At 13:25).

A carreira que o apóstolo Paulo dá por conclusa, refere-se ao seu ministério de evangelista, ou seja, de dar testemunho do evangelho da graça de Deus manifesta em Cristo:

"Mas, em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus" (At 20:24).

O apóstolo Paulo anunciava tanto a judeus, quanto a gregos, que deviam se converter a Deus, ou seja, se arrependerem, crendo em Cristo (At 20:21) e, para cumprir o seu ministério, não fez caso da própria vida.

O apóstolo dos gentios tinha o cuidado de anunciar a Cristo somente, que era escândalo para os judeus e loucura para os gregos: "Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus e loucura para os gregos" (1 Co 1:23).

"Porque nada me propus saber entre vós, senão a Jesus Cristo, e este crucificado" (1 Co 2:2).

Em suas exposições, o apóstolo dos gentios não tinha cuidado de questões socioeconômicas como escravidão, direito das mulheres, submissão ao império romano, degradação moral, sustentabilidade, etc. Ele não esteve preocupado em arrematar bens para si; antes, trabalhou para se sustentar (At 20:33-34), para cortar ocasião aos falsos apóstolos, que se aproveitariam dos irmãos (2 Co 11:8 e 12).

Mas, a carreira do apóstolo dos gentios havia acabado, porque Ele estava preso em Roma e o que estava previsto para acontecer era inevitável:

“E agora, compelido pelo Espírito, vou para Jerusalém, não sabendo o que lá me há de acontecer” (At 20:22).

O apóstolo tinha plena consciência de que o seu martírio estava preste a ocorrer, mas não teve a sua disposição em morrer pelo evangelho, como sendo um sacrifício, porque o único sacrifício foi realizado por Cristo e a disposição do apóstolo somente à aspersão, ou seja, à divulgação do que Cristo realizou, em favor da humanidade: “Porque eu já estou sendo oferecido por aspersão de sacrifício e o tempo da minha partida está próximo” (2 Tm 4:6).

Jesus é mediador da nova aliança e, do Seu sangue, decorre a mensagem que é superior ao exigido pelo sangue de Abel. É em função disto que Jesus disse: "E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim" (Jo 12:32).

"E a Jesus, o Mediador de uma nova aliança e ao sangue da aspersão, que fala melhor do que o de Abel" (Hb 12:24).

Embora, o apóstolo Paulo estivesse preso, a sua carreira foi vitoriosa, daí a recomendação do escritor aos Hebreus, para que imitemos a fé dos apóstolos, atentando para o êxito da carreira deles (Hb 13:7).

Cada cristão tem a missão de seguir com perseverança a carreira que foi proposta no evangelho de Cristo: "Portanto, nós, também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço e o pecado que tão de perto nos rodeia e corramos com paciência a carreira que nos está proposta" (Hb 12:1).

 

Guardei a fé

O que é guardar a fé? Que fé é essa, que foi guardada pelo apóstolo Paulo?

A ‘fé’ a qual o apóstolo Paulo faz referencia, diz da verdade do evangelho, ou seja, da fé que foi entregue aos santos (Jd 1:3).

“Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência, acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos e exortar-vos a batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos” (Jd 1:3).

“Somente deveis portar-vos dignamente, conforme o evangelho de Cristo, para que, quer vá e vos veja, quer esteja ausente, ouça acerca de vós, que estais num mesmo espírito, combatendo, juntamente, com o mesmo ânimo pela fé do evangelho (Fl 1:27).

A ‘fé’ que o apóstolo dos gentios guardou, refere-se à ‘fé’ que estava sendo anunciada a todos os povos (Rm 1:8), ou seja, à fé que foi manifesta, que é pregada e por quem os homens são justificados (Gl 3:23; Gl 3:2; Rm 5:1).

Cristo é a pedra de esquiva, ou seja, o firme fundamento, a fé que veio e que torna possível aos homens agradarem a Deus (1 Pe 2:6 -7; Hb 11:1; Hb 11:6; Gl 3:25).

O preletor deve lembrar-se de que o termo grego traduzido por ‘fé’, tem em seu bojo o significado de ‘verdade’, ‘fidelidade’ e, por isso, o apóstolo Paulo fala da ‘fé que há em Cristo’, ou seja, da fidelidade, da verdade, da firmeza “... e que, desde a infância, sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo” (2 Tm 3:15).

O apóstolo Paulo, ao falar da fé que há em Cristo, não diz de sua opinião acerca de algo que ele entendia ser verdade, sem qualquer tipo de prova ou critério, antes, aponta para as Escrituras, o testemunho que Deus deu acerca do seu Filho.

"Ele é a Rocha, cuja obra é perfeita, porque todos os seus caminhos justos são; Deus é a verdade e não há nele injustiça; justo e reto é" (Dt 32:4).

"Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim" (Jo 14:6).

Guardar a fé, é ter cuidado de não se desviar da doutrina do evangelho e defendê-lo das heresias. É perseverar no fundamento dos profetas e apóstolos: "Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem" (1Tm 4:16).

"Todo aquele que prevarica e não persevera na doutrina de Cristo, não tem a Deus. Quem persevera na doutrina de Cristo, esse tem tanto ao Pai como ao Filho" (2 Jo 1:9).

"Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecidiço, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito" (Tg 1:25).

"Mas aquele que perseverar até ao fim, será salvo" (Mt 24:13; Ef 2:20).

Guardar a fé e reter firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina (Tt 1:9; 1Ts 2:15).

O apóstolo Pedro faz a mesma exortação: "Vós, portanto, amados, sabendo isto de antemão, guardai-vos de que, pelo engano dos homens abomináveis, sejais juntamente arrebatados e descaiais da vossa firmeza" (2 Pe 3:17).

O escritor aos Hebreus faz alusão a guardar firmemente o princípio da confiança até o fim: "Porque nos tornamos participantes de Cristo, se retivermos firmemente o princípio da nossa confiança até ao fim" (Hb 3:14).

"Mas Cristo, como Filho, sobre a sua própria casa; a qual casa somos nós, se tão somente conservarmos firme a confiança e a glória da esperança até ao fim"  (Hb 3:6).

‘Guardar a fé’ é permanecer fundado e firme na fé, ou seja, não se demover da esperança do evangelho: "Se, na verdade, permanecerdes fundados e firmes na fé e não vos moverdes da esperança do evangelho que tendes ouvido, o qual foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu e do qual eu, Paulo, estou feito ministro" (Cl 1:23).

"Portanto, meus amados e mui queridos irmãos, minha alegria e coroa, estai assim firmes no Senhor, amados" (Fl 4:1).

Por fim, basta fazer uma revisão da exposição, lembrando aos cristãos acerca da carreira proposta pelo evangelho, o dever de combaterem contra as astutas ciladas do diabo e de permanecerem inamovíveis da doutrina do evangelho: "Vigiai, estai firmes na fé; portai-vos varonilmente e fortalecei-vos" (1 Co 16:13).

Se desejar acrescentar à exposição de como permanecer firme, basta fazer alusão à armadura de Deus:

A carreira proposta - "Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo" (Ef 6:11).

O bom combate - "Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes" (Ef 6:13).

Guardar a fé - "Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade e vestida a couraça da justiça" (Ef 6:14).


postador por: Claudio F. Crispim

Nasceu em Mato Grosso do Sul, Nova Andradina, em 1973. Aos 2 anos, sua família mudou-se para São Paulo, onde vive até hoje. O pai ‘in memória’ exerceu o oficio de motorista de ônibus coletivo e a mãe comerciante, ambos evangélicos. Claudio Crispim cursou o Bacharelado em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública na Academia de Policia Militar do Barro Branco e, desde 2004 exerce a função de Tenente da Policia Militar do Estado de São Paulo. É casado com Jussara e é pai de dois filhos, Larissa e Vinícius. É articulista do Portal Estudo Bíblico (www.estudobiblico.org), com mais de 200 artigos publicados e distribuídos gratuitamente na web.

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